O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos anuncia greve de trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira, com paralisação total e ausência dos locais de trabalho.
Nas principais reivindicações estão a atualização para “salários dignos” e “compatíveis com a função nuclear do Estado”, a resolução imediata de um procedimento de integração em carreira que já devia ter ocorrido em 2020, a autoridade necessária para o desempenho da missão, e um conjunto de outras reivindicações laborais, transversais a todos os trabalhadores, nomeadamente, no âmbito da formação, avaliação de desempenho e organização do trabalho, entre outros.
Numa mobilização de âmbito nacional ocorrerá também uma manifestação de trabalhadores no primeiro dia de greve, a 19 de dezembro, em Lisboa, numa “demonstração de descontentamento” que, segundo o sindicato, nunca antes tinha sido vista.
Os trabalhadores da AT do distrito de Aveiro assumem as reivindicações e a adesão greve e à manifestação.
De Aveiro seguem três autocarros, o que representa, tendo em conta a lotação dos veículos, que pelo menos 30% dos recursos humanos do distrito de Aveiro estarão presentes na manifestação.
A adesão à greve será previsivelmente superior.
O sindicato alerta para “grandes constrangimentos” no funcionamento dos serviços da AT.
Dias antes, na manhã do dia 17 de dezembro, ocorrerá, ainda, uma reunião de trabalhadores de todas as unidades orgânicas da AT, por vídeo conferência, lembrando-se que, num evento recente da mesma natureza (15 de outubro de 2024), foi verificada uma adesão massiva por parte dos trabalhadores, encerrando 16 dos 23 serviços do distrito de Aveiro naquela manhã, “sinal evidente do descontentamento existente”.