GNR alerta para burlas no arrendamento de imóveis.
Com a aproximação de épocas sazonais e de férias, este tipo de criminalidade tende a intensificar-se, especialmente através de plataformas digitais.
Em 2025, a GNR registou um total de 725 burlas desta tipologia.
Embora se verifique uma ligeira redução de 5% face às 762 ocorrências de 2024, o fenómeno permanece disperso por todo o território, com especial incidência em zonas turísticas e grandes centros urbanos.
Faro lidera isolado com 153 crimes (cerca de 21% do total nacional).
Aveiro regista decréscimo de 57 em 2024 para 46 em 2025.
Importa ainda salientar o crescimento acentuado deste crime em distritos do interior e do norte, demonstrando uma diversificação das áreas de atuação dos burlões.
O modus operandi envolve a utilização de fotografias de imóveis reais para criar anúncios fictícios com preços significativamente abaixo do mercado.
O objetivo é atrair as vítimas pela vantagem económica e, posteriormente, exercer pressão psicológica através do argumento de "elevada procura".
Este método visa levar a vítima a efetuar um pagamento imediato (sinal) para garantir a reserva, sem qualquer contacto presencial ou visita ao imóvel.
A burla é frequentemente detetada apenas meses depois, quando o contacto do anunciante é desativado ou a vítima se desloca à morada, constatando que a mesma não existe ou não está disponível para arrendar.