Os Bombeiros Voluntários de Ílhavo prestaram tributo aos operacionais na celebração do 133.º aniversário da Associação Humanitária e não esqueceram o recente investimento feito no veículo especial de combate a incêndios que mereceu distinção ao porto de Aveiro, comunidade portuária, autarquia de Ílhavo e empresas do terminal químico.
A celebração decorreu na freguesia da Gafanha do Carmo na tarde deste domingo e vincou esse gesto de gratidão com a modernização dos meios materiais.
O comandante da corporação, Artur Ferreira, admite que esse é um investimento permanente perante desafios cada vez mais exigentes.
E não esconde que as recentes tempestades deixam no ar a reflexão sobre o impacto que esse fenómenos poderão ter caso se abatam sobre o litoral aveirense.
Artur Ferreira admite que perante riscos tão diversos este é um tema que deve estar sempre presente (com áudio)
Os Bombeiros de Ílhavo em fim de semana de aniversário com mensagem sobre o passado e o futuro da corporação.
Pedro Rosa Novo apresentou a corporação em números, dados referentes a 2025.
Ano de mais de 15 mil ocorrências, quase duas centenas de incêndios, 127 incêndios rurais, 217 acidentes rodoviários, 4 acidente com matérias perigosas, 4896 emergências pré-hospitalares e 7797 doentes não urgentes transportados.
O presidente da Associação Humanitária não esquece as constantes mudanças no setor da proteção civil lembrando que em fim de linha continuam a ser os bombeiros a assumir as despesas no combate aos incêndios florestais.
E diz que as sucessivas reformas não estão a dar a resposta necessária (com áuido)
A Câmara de Ílhavo agradeceu o gesto de reconhecimento dos bombeiros mas defende que esse agradecimento deve ser dirigido aos bombeiros pela sua entrega.
Rui Dias falou dos acordos de cooperação com a corporação.
Admite que em 2026 o apoio será em linha com o de 2025 mas promete rever o valor e o modelo de financiamento em anos futuros (com áudio)
Os 133 anos dos Bombeiros com condecorações aos elementos veteranos da corporação que passam ao quadro de honra e com reconhecimento a instituições locais que apoiaram a aquisição do veículo especial de combate a incêndios.
Crachás de agradecimento entregues em cerimónia na Gafanha do Carmo onde se realizou a sessão solene o desfile de viaturas.
António Ribeiro, responsável pelo Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, defendeu as virtudes de um trabalho articulado entre diferentes patamares na proteção civil.
“É nesta ligação e união entre Estado Central, autarquias locais, população e agentes económicos que conseguimos o bem de todos”.
Vítor Machado, da Liga de Bombeiros Portugueses, alertou para a necessidade de rever valores e prazos de pagamento dos serviços prestados ao INEM.
Em momento crítico nas negociações, o dirigente admite que será importante garantir esse acordo coletivo ou em alternativa colocar as diferentes corporações a negociar caso a caso.
“Estamos disponíveis para negociação. Se não for o caso, cada associação irá negociar com o Instituto”.