Aveiro: Reitor da UA defende reforço da promoção da ciência no ensino secundário.

O reitor da Universidade de Aveiro não esconde a preocupação pela redução do número de candidatos ao ensino superior que está a penalizar as universidades nacionais.

Paulo Jorge Ferreira lembra que este ano ano marca uma viragem nas condições de acesso, mais apertadas, e com modelo de acesso mais exigente.

As diferentes fases do concurso acabaram por ressentir-se e para o Reitor este tema merecer atenção uma vez que “Portugal precisa de qualificação”.

Paulo Jorge Ferreira defende “mais fluidez na transição” do secundário para o superior e melhor promoção de cursos como física, química e geologia, entre outros, que registaram quebras mais severas.

Assume abertura para colaborar com o ensino secundário no desenvolvimento de uma componente inspiradora para atrair o interesse de novos alunos nas áreas científicas.

Em sentido positivo destaca a subida das notas dos alunos colocados colocando a UA na rota da excelência com alunos cada vez mais capacitados.

Em dia de abertura do ano letivo, o Reitor assumiu que ainda não foi este ano que a UA conseguiu responder com reforço da oferta de mais camas.

No próximo ano garante essa preparação para acolher mais estudantes com os investimentos em curso de 26 milhões de euros na criação de novos alojamentos com 425 novas camas e reabilitação de edifícios.

No discurso, fez o ponto de situação e não deixou de distinguir Oliveira de Azeméis como a única autarquia que trabalhou para o reforço de unidades de alojamento aos estudantes (com áudio)

Na UA 2 em cada três candidatos são de fora da região o que faz aumentar a pressão para a criação de novos alojamentos.

O dia fica marcado pela entrega de 178 bolsas.

No universo académico há 4478 estudantes de 109 países.

“Somos uma comunidade multicultural onde se cruzam diferente línguas e diferentes visões. No tempo em que milhões deixam os seus países, devido às guerras, alterações climáticas, entre outros fatores, a UA deve continuar a ser porto de abrigo e ponto de diálogo, compreensão e esperança”.

Para o Reitor esse é o espaço de “sementes de paz e esperança”.

Joana Regadas, presidente da Associação Académica, falou de um ensino superior que não está a funcionar como elevador social.

Diz que passar esse crivo é cada vez mais difícil e só com resiliência é possível atingir objetivos.

Entre os desafios estão questões como o alojamento, a lentidão da AIMA e a retenção nos aeroportos, para alunos estrangeiros, mas também questões de sustentabilidade económica e financeira.

A dirigente associativa diz que a agravar o problema estão as notícias sobre “descongelamento das propinas” (com áudio).

O recado da presidente da Associação Académica dirigido ao Ministro da Educação e Ensino Superior.

Regadas diz que conceitos como a “Liberdade” são cada vez mais “frágeis” e um desafio ao inconformismo dos alunos.

“Marcamos o início de uma renovação na universidade e na sociedade. Abrimos mais uma oportunidade com ousadia e liberdade

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, chegou mais tarde ao evento e seguiu para uma visita às novas residências em construção.

A UA entregou Prémios e Bolsas de Estudo aos Melhores Estudantes da Academia.

Este ano, para além das 114 bolsas entregues aos caloiros, a academia patrocina mais 52 bolsas de manutenção.

A estas distinções somam-se ainda as bolsas e prémios atribuídos por empresas e outras entidades parceiras da instituição.

Na cerimónia foi entregue o Prémio Literário Aldónio Gomes a Renata Flaiban Zanete, vencedora do XIV Prémio Literário Aldónio Gomes de 2025, na categoria de narrativa juvenil, com o texto "Férias de verão e águas de bacalhau".