O PS questiona a maioria na Câmara de Aveiro sobre o pedido de informações do Ministério Público em torno de processos urbanísticos no Município.
Depois do Cais do Paraíso haverá escrutínio ao loteamento previsto para a antiga lota e ao empreendimento no estacionamento da Universidade de Aveiro e do Hospital.
Cláudia Cruz Santos coloca o tema de novo em cima da mesa poucas semanas depois do PS ter pedido informações sobre a reação da autarquia à medida cautelar interposta pelo MP para a suspensão da eficácia do PP do Cais do Paraíso.
Ainda não foi desta que surgiu informação sobre uma eventual contestação a esse pedido.
Fernando Nogueira acentuou as preocupações da oposição sobre os mecanismos de planeamento na reunião da Assembleia Municipal desta segunda-feira.
O vogal do PS colocou questões sobre esclarecimentos pedidos pelo MP, sobre o enquadramento contratual com a equipa projetista do parque urbano das marinhas (lota) e as questões levantadas sobre o empreendimento na zona do autocarro bar.
Outra das notas foi dirigida às tempestades e à necessidade de rever os planos de adaptação às alterações climáticas.
Nogueira diz que o Município não pode continuar a permitir ocupação de solos sem olhar para as novas realidades do clima (com áudio)
O PS avisa para a nova relação entre urbanismo e clima.
Luís Souto Miranda manteve reserva sobre questões judiciais.
O autarca entende que o PS tem no Cais do Paraíso um “fetiche”.
Souto teme que “forças de bloqueio” travem alguns dos principais projetos.
E sobre as investigações em curso diz que não devem ser tomadas como fundamentação para que se assuma a existência de ilegalidade ou irregularidades.
Pede prudência e diz que no final serão tiradas conclusões (com áudio)
A oposição lamenta que o autarca não esclareça as questões formuladas.
Cláudia Santos entende que o autarca se escuda no segredo de Justiça quando as questões colocadas não representariam qualquer violação (com áudio)