Aveiro: "Alguém quer que as nossas florestas ardam e nós sabemos porquê” - Diogo Soares Machado.

O incêndio que deflagrou ontem, ao início da tarde, em Eirol, e que obrigou ao corte da A1, está em fase de conclusão.

No terreno encontravam-se, esta manhã, 136 operacionais e apoio de 44 viaturas.

A Autoestrada do Norte (A1) esteve cortada nos dois sentidos na zona de Aveiro por causa de um incêndio florestal que deflagrou naquela área.

Incêndio chegou a mobilizar quase três centenas de operacionais e 10 meios aéreos para controlar as chamas.

O vereador da Câmara de Aveiro responsável pela pasta da proteção civil não tem dúvidas que os incêndios recorrentes em Eirol não são obra do acaso e têm mão criminosa.

Diogo Soares Machado analisou a mais recente ocorrência na tarde desta sexta-feira e deixou uma mensagem sobre os casos e a resposta dos bombeiros.

Fala em dia “duro, triste e lamentável”.

“Mais um fogo florestal, com ignição nos sítios já habituais e, sem qualquer hesitação o digo, de origem não natural: alguém quer que as nossas florestas ardam e nós sabemos porquê”.

Diogo Soares Machado elogia a resposta do Gabinete de Proteção Civil e Defesa da Floresta, do Serviço Municipal de Protecção Civil de Aveiro; do autarca de Junta de Freguesia de Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz e dos Bombeiros que estiveram no terreno.

“Os nossos Bombeiros heróis ainda lá ficaram e ficarão, nas operações finais e de rescaldo: o incêndio está já em fase de resolução, depois do trabalho incansável de cerca de 300 operacionais, mais de 70 viaturas e 15 meios aéreos”.

O autarca fala em “profunda gratidão” e “enorme revolta”.

“Uma coisa, aqui e no entanto, vos garanto: transformaremos toda a nossa revolta, em medidas fortes, duras, proactivas e que permitam prevenir, vigiar, fiscalizar e, em última análise, deter e levar perante a Justiça quem age desta forma hedionda, desprezável, detestável e sem qualquer respeito pela sociedade e pelo Outro”.

“Por agora, fica aqui dito e vinculando-me exclusivamente a mim: criminosos deste teor e calibre não terão complacência, muito menos descanso”.