AIIA
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Dá que pensar, o motivo pela qual os dirigentes das grandes companhias de desenvolvimento em Inteligência Artificial, reclamam na opinião pública, a necessidade do poder político regulamentar e fiscalizar a atividade, invocando os riscos de haver graves consequências para a Humanidade, com o descontrolo dos agentes criados por IA.
Nunca se tinha visto um tão grande fluxo de investimento num só sector de atividade económica. As empresas de IA com uma feroz competição entre elas, têm colossais gastos em infraestruturas para o processamento dos dados e elevados consumos de energia. Vários reputados economistas já alertaram de que uma tão elevada concentração de dinheiro, pode originar uma grave crise financeira caso a confiança dos investidores se altere por não se confirmar a rentabilidade dessas empresas. Alguns observadores argumentam que é precisamente esse receio que motiva os seus gestores a manifestarem publicamente os riscos, para terem proteção do Estado e nunca as consequências dos progressos e inovações da Inteligência Artificial. Num canal televisivo um professor universitário de IA, perante a questão dos riscos com os agentes de Inteligência Artificial descontrolados, afirma que este caminho tecnológico começou nos anos cinquenta do século passado e o ser humano nunca perdeu o controlo, mas omite que nos últimos anos a velocidade do processamento dos dados foi vertiginosa, o que agora possibilita a estes agentes de se auto reproduzirem, com muito maior poder e autonomia. Não se trata de haver ética quando já não há controlo.
A Agência Internacional de Energia Atómica, foi criada pela necessidade de uma regulamentação e fiscalização das centrais de energia atómica, pelos riscos mortais das fugas radioativas. A criação de uma idêntica Agência Internacional de Inteligência Artificial, com peritos de várias procedências que garantam a independência e rigor na fiscalização de regras cientificamente validadas, impedindo a existência de agentes de IA incontroláveis e a tentação das empresas que querem liderar, de correrem riscos irreversíveis. Tal como a Energia Nuclear que a todos pode destruir, com regras estamos mais seguros. Haja opinião pública bem informada e motivada e o poder político terá de agir, senão… dá que pensar.