Aveiro: UA aprofunda relações com a China sem receio de tensões geopolíticas.

A Universidade de Aveiro quer aprofundar as relações com outras geografias do globo sem receios pelas tensões geopolíticas e prepara-se para estrear cursos que serão ministrados em pólo universitário na China.

O curso de línguas e relações empresariais é um dos que ganha peso nessa ligação

Artur Silva admite que essas ligações fazem parte da vida de qualquer universidade que aposta na internacionalização.

Entrevistado na Terra Nova, explica que a aposta no mercado Chinês é também uma forma de captar alunos para outros graus de formação académica (com áudio) 

A abertura da UA ao mundo é para manter captando a atenção de investigadores sem receio de pressões políticas.

Em 2025 foi tema um inquérito dos EUA às universidades que o CRUP classificou como intromissão.

O Reitor lembra que a língua portuguesa continua a ser decisiva na abertura de novos mercados sobretudo na relação com países em África (com áudio)

A UA anuncia novos cursos em pólo na China.

Recentemente recebeu a visita de uma delegação da Universidade de Zhejiang, com a qual a UA tem uma relação de 40 anos.

As duas instituições procuram o aprofundamento das relações interinstitucionais, reforçando o trabalho desenvolvido na área dos Materiais Avançados, domínio altamente estratégico quer a nível nacional, quer internacional.

A delegação foi composta por Jian Ji, director do Sino-Portugal “the Belt and Road” – Laboratório Conjunto em Materiais Avançados e professor do Departamento de Engenharia e Ciência de Polímeros, e Youxiang Wang, professora do mesmo Departamento, e visitou diversos laboratórios e departamentos na UA, durante dois dias, 2 e 3 de setembro.

Na reunião de dia 3 de setembro com o Reitor Artur Silva, a Vice-reitora para a Investigação, Inovação e Cooperação, Mara Freire e a Vice-diretora do CICECO-Instituto de Materiais de Aveiro, Paula Vilarinho, debateram-se possíveis vias para a renovação do memorando de entendimento que podem passar por outras áreas científicas, para além dos Materiais.

A cooperação interinstitucional começou nos anos 80, prevendo a cooperação na investigação e na formação, especificamente nas áreas de materiais funcionais (aplicados à microeletrónica, por exemplo) e materiais cerâmicos estruturais.

As relações foram-se fortalecendo, enquadradas por um acordo entre os organismos que tutelam a ciência em ambos os países, procurando-se agora estabelecer um enquadramento mais direcionado para as duas instituições, envolvendo as entidades que administram territorialmente as regiões onde se situam as duas universidades, com o propósito de consolidar a cooperação existente e de a alargar a outras áreas científicas e de formação de interesse comum.