Regina Bastos “esperançada” com presença de Portugal no Conselho de Segurança da ONU.

Regina Bastos “esperançada” com presença de Portugal no Conselho de Segurança da ONU.

A deputada do PSD eleita por Aveiro vê na eleição de Portugal como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas uma oportunidade de defender os interesses do país e contribuir para a paz mundial.

Numa intervenção no Parlamento esta quinta-feira na discussão do Orçamento do Estado para 2027 (OE), a parlamentar social democrata destacou o crescimento de 7,7 por cento na área dos Negócios Estrangeiros.

“Em 2027, Portugal continuará a ter finanças equilibradas, e um país com contas certas honra os seus compromissos e fala com mais autoridade no mundo. É assim que nos sentaremos no Conselho de Segurança das Nações Unidas como membro não permanente no biénio 2027/2028” vincou Regina Bastos, depois de ter recordado que “estamos, realmente, num mundo instável, incerto e intenso e é necessária uma diplomacia portuguesa robusta”.

Na discussão, na especialidade, do OE, Regina Bastos deu como “um facto incontestável” que a eleição para o Conselho de Segurança da ONU “reforça a capacidade de Portugal para defender os seus interesses, contribuir para a paz e defender o direito internacional”.

A deputada aveirense sublinhou o crescimento de 7,7 por cento na área dos Negócios Estrangeiros, acima da estimativa para 2026 sem o efeito do PRR. Perante o ministro dos Negócios Estrangeiros, Regina Bastos disse registar “muito positivamente o esforço para alargar a nossa presença em regiões de relevância estratégica”, mantendo a relação com os Estados Unidos e a valorização do Reino Unido, do Canadá e da América Latina, “com destaque para o Brasil, onde temos importantes comunidades”.

“Sabemos bem do esforço do Ministério para servir as nossas comunidades. Temos uma constante atenção para que cada português da diáspora se sinta português de primeira” referiu, a esse respeito, a deputada do PSD, recordando que, por decisão do Partido Socialista, a comunidade portuguesa lusodescendente deixou de ter o consulado em Santos, no Brasil.

Regina Bastos vincou que Santos “é um dos sítios de maior representação da nossa comunidade”, defendendo que a elevação do Escritório Consular a Consulado-Geral permitiria desafogar o consulado de São Paulo.