Projetos de Aveiro levam inovação em saúde, inclusão e segurança à final nacional do “Apps for Good”.

Projetos de Aveiro levam inovação em saúde, inclusão e segurança à final nacional do “Apps for Good”.

Realizado, ontem, dia 7 de julho, na Universidade da Maia, o Encontro Regional Norte da 12.ª edição do Apps for Good com o apoio da Câmara Municipal da Maia, apurou projetos de alunos do ensino básico e secundário que seguem para a final nacional, marcada para 18 de setembro, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

O distrito de Aveiro destacou-se no encontro regional ao apurar cinco projetos para a final nacional, todos desenvolvidos por alunos do ensino secundário e orientados para responder a desafios concretos nas áreas da saúde, inclusão, acessibilidade, envelhecimento ativo e segurança comunitária.

O encontro, que contou com as presenças de Susana Neto, Vereadora da Juventude, Ensino Superior, Inovação, Ciência, Igualdade da Câmara Municipal da Maia, José Ferreira Gomes, Reitor da Universidade da Maia e João Baracho, Diretor Executivo do CDI Portugal, reuniu 64 projetos desenvolvidos por cerca de 200 alunos de 30 escolas, oriundos de 19 municípios.

Os projetos apresentados nasceram do desafio de identificar problemas reais nas comunidades e criar soluções tecnológicas guiadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

No caso dos finalistas de Aveiro, as propostas demonstram como a tecnologia pode contribuir para a promoção da saúde, através de soluções de apoio à triagem clínica; para a redução de desigualdades, com ferramentas de comunicação acessível, mobilidade inclusiva e estimulação cognitiva; e para comunidades mais seguras, com mecanismos digitais de alerta, prevenção e resposta rápida em situações de emergência.

Aveiro leva à final nacional uma solução inteligente para tornar a triagem hospitalar mais rápida, eficiente e humanizada

Em Aveiro, a Escola Profissional de Aveiro apurou para a final nacional o projeto DoctSupport, distinguido como Finalista do Ensino Secundário.

Trata-se de uma aplicação associada a um robô inteligente de triagem hospitalar, capaz de medir automaticamente sinais vitais, apoiar a priorização clínica através de inteligência artificial e contribuir para a redução dos tempos de espera nos serviços de saúde.

A solução pretende aliviar a pressão sobre as equipas médicas e tornar o atendimento hospitalar mais eficiente e humanizado.

A Escola Profissional de Aveiro reforça o seu percurso no Apps for Good, depois de, em 2025, ter apurado três projetos: ÉDaTerra, para ligar consumidores a produtores locais; AccessibleWay, app de rotas seguras com IA; e ECOWATT, ferramenta de eficiência energética.

Ílhavo destaca-se com uma solução inclusiva que traduz linguagem gestual e Braille em tempo real.

A Escola Secundária de Gafanha da Nazaré segue para a final nacional com o projeto Black Glove, distinguido como Finalista do Ensino Secundário.

A aplicação está ligada a uma luva inteligente que traduz linguagem gestual e Braille em tempo real, promovendo a autonomia comunicacional de pessoas surdas, cegas e surdocegas.

O projeto procura reduzir barreiras de comunicação e criar pontes de inclusão em contextos educativos, sociais e profissionais.

Águeda apura uma aplicação que ajuda pessoas com mobilidade reduzida a encontrar espaços acessíveis na sua comunidade

A Escola Secundária Adolfo Portela apurou o projeto GoAble, distinguido como Finalista do Ensino Secundário.

A aplicação ajuda pessoas com mobilidade reduzida a encontrar estabelecimentos acessíveis próximos, através de um mapa interativo, navegação integrada e avaliações verificadas submetidas pela comunidade.

A solução valoriza a experiência dos utilizadores e pretende tornar as deslocações mais autónomas, seguras e inclusivas.

A Escola Secundária Adolfo Portela reforça o seu percurso no Apps for Good, depois de, na edição anterior, ter chegado à final com MyCloset, assistente digital de moda com IA, e MobEase, app colaborativa para identificar locais acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida

Albergaria-a-Velha chega à final nacional com uma aplicação de estimulação cognitiva pensada para diferentes gerações

A Escola Secundária apurou para a final nacional o projeto Logiox, distinguido como Finalista do Ensino Secundário.

A aplicação de estimulação cognitiva com mini-jogos de memória, lógica e reflexos foi pensada para jovens, adultos e idosos, nomeadamente em contexto de lares.

Com acompanhamento de desempenho e acesso multiplataforma, a solução pretende apoiar a manutenção de competências cognitivas, promover o envelhecimento ativo e reforçar comunidades mais inclusivas e sustentáveis.

Mealhada segue para a final nacional com uma aplicação de segurança que combina prevenção, localização em tempo real e resposta rápida

A Escola Profissional Vasconcellos Lebre garantiu presença na final nacional com o projeto S.O.S. — Safety on Sight, distinguido como Finalista do Ensino Secundário.

A aplicação de segurança permite alertar contactos e entidades, partilhar localização em tempo real e aceder a medidas de proteção.

Ao combinar prevenção e resposta rápida em situações de emergência, o projeto procura reforçar a segurança individual e comunitária.

A Escola Profissional Vasconcellos Lebre regressa à final depois de, na edição anterior, ter apresentado Terra à Terra, solução para otimizar a reciclagem, e Bond, aplicação que facilita a organização de eventos, horários, fotos e despesas entre familiares e amigos.

Para João Baracho, Diretor Executivo do CDI Portugal, os resultados alcançados pelas escolas do distrito de Aveiro demonstram “a maturidade com que os jovens conseguem transformar problemas reais em soluções tecnológicas úteis para as suas comunidades”.

“Da saúde à inclusão, da acessibilidade à segurança, estes projetos mostram que a inovação pode nascer em contexto escolar e ter impacto direto na vida das pessoas. O Apps for Good continua a provar que, quando damos ferramentas, confiança e espaço aos alunos para criarem, eles respondem com soluções humanas, relevantes e preparadas para os desafios do presente”, sublinha João Baracho.

O Apps for Good é um programa educativo tecnológico, atualmente na 12.ª edição, que desafia alunos do 5.º ao 12.º ano e professores a criar, em equipa, aplicações para responder a problemas reais das comunidades.

Ao longo de 12 anos, já envolveu mais de 32.000 alunos, 2.100 professores e 800 escolas, dando origem a milhares de soluções tecnológicas com impacto social, ambiental e educativo.

Os projetos finalistas do Encontro Regional Norte vão disputar a final nacional da 12.ª edição do Apps for Good, a 18 de setembro, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, reunindo os melhores projetos desenvolvidos por jovens de todo o país e celebrando a criatividade, a inovação, o trabalho em equipa e o potencial da tecnologia ao serviço das comunidades.