O projeto ProMenti, promovido pelo Agrupamento de Escolas de Águeda, do distrito de Aveiro, é um dos vencedores do Prémio Sonae Educação.
ProMentI é um programa de mentoria interpares no 2º ciclo do ensino básico que reforça o sucesso escolar, a integração e o desenvolvimento de competências socioemocionais.
Através da participação ativa dos próprios alunos, o projeto promove uma escola mais inclusiva e cria oportunidades para que os estudantes assumam um papel de responsabilidade e apoio aos seus pares.
Na sua quarta edição, o Prémio Sonae Educação distinguiu seis projetos vencedores com um total de 150 mil euros.
A Kaizen Education, a Aproximar - Cooperativa de Solidariedade Social e a Associação No Bully Portugal foram os vencedores na Categoria Geral.
Na Categoria Escolas Públicas, novidade desta edição, foram distinguidos o Agrupamento de Escolas Pedro Eanes Lobato, o Agrupamento de Escolas de Águeda e os Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas de Castro Verde.
Os seis projetos foram selecionados entre mais de 1.000 candidaturas, naquela que foi a edição mais participada de sempre.
Os projetos vencedores destacam-se pela capacidade de responder a desafios concretos da educação, através de abordagens que promovem a inclusão, a personalização das aprendizagens, o desenvolvimento de competências digitais e socioemocionais, a inovação pedagógica e a criação de ambientes educativos mais seguros e participativos.
No conjunto, as iniciativas envolvem alunos, professores, famílias e comunidades, propondo soluções com potencial para gerar impacto positivo e contribuir para uma educação mais equitativa e preparada para os desafios do futuro.
Miguel Mota Freitas, Chief Representative for Culture & Education na Sonae, destaca a capacidade de resposta.
“Os seis projetos vencedores mostram que, em Portugal, existem respostas concretas e com potencial transformador para alguns dos principais desafios que se colocam hoje à Educação. Da prevenção do bullying à inclusão, passando pela personalização das aprendizagens e pelo desenvolvimento de competências digitais e socioemocionais, estas iniciativas colocam os alunos no centro e demonstram como a inovação pode contribuir para melhorar a experiência educativa. É esse impacto que queremos reconhecer e apoiar através do Prémio Sonae Educação, ajudando estes projetos a consolidar as suas soluções, a crescer e a chegar a mais pessoas.”
O projeto +Empati@, da Associação No Bully Portugal, integra a prevenção do bullying e do cyberbullying na aprendizagem da programação e da cidadania digital; o DigiLab, da Aproximar - Cooperativa de Solidariedade Social, desenvolve competências digitais, socioemocionais e de empregabilidade junto de jovens no Estabelecimento Prisional de Leiria; o projeto Melhoria Contínua nas Escolas Públicas, da Kaizen Education, aplica metodologias de otimização para reduzir a burocracia e libertar tempo dos professores para o ensino e acompanhamento dos alunos.
Entre as escolas públicas, o projeto Itinerários de Aprendizagem: Personalizar para Incluir, do Agrupamento de Escolas Pedro Eanes Lobato, adapta os percursos de aprendizagem às necessidades de cada aluno, promovendo o desempenho académico e a motivação; o ProMentI, do Agrupamento de Escolas de Águeda, aposta na mentoria interpares para reforçar o sucesso escolar, a integração e as competências socioemocionais; e o Robots que Brincam, Mentes que Crescem, dos Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas de Castro Verde, introduz a robótica educativa e metodologias STEAM na educação pré-escolar através de atividades integradas nas histórias e projetos das crianças.
O Prémio Sonae Educação distribui 150 mil euros pelos projetos, os quais vão também passar a integrar o ecossistema Sonae, beneficiando de acompanhamento especializado, mentoria e apoio na implementação e monitorização do impacto das iniciativas.
Os vencedores foram anunciados esta quinta-feira, 10 de setembro, na Fundação de Serralves, no Porto, num evento que incluiu a conferência “Educação Inteligente: o futuro da aprendizagem na era da IA”.
A sessão reuniu especialistas nacionais e internacionais em educação, professores e responsáveis por instituições de ensino para refletir sobre o impacto da inteligência artificial, da inovação pedagógica e das novas competências no futuro da aprendizagem.
A conferência teve como orador principal Arnold Pears, professor e diretor do Departamento de Aprendizagem em Ciências da Engenharia no KTH Royal Institute of Technology, na Suécia, professor catedrático de Ciência da Computação na Universidade de Uppsala e membro do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior (CNIPES), em Portugal, que partilhou uma perspetiva internacional sobre os desafios e as oportunidades da inteligência artificial na Educação.
Entre os oradores nas mesas redondas estiveram Diana Pereira, professora e investigadora doutorada da Universidade do Minho; Joaquim Loureiro, diretor do Agrupamento de Escolas de Mangualde; José Nogueira, diretor de Operações do Inspired Education Group; Pedro Santa Clara, professor e mentor do projeto TUMO em Portugal; Arlindo Oliveira, presidente do INESC; Carolina Dias Azevedo, analista de Sustentabilidade na Sonae; João Teixeira Lopes, professor catedrático da Universidade do Porto; e Margarida M. Marques, investigadora da Universidade de Aveiro.