A segunda edição do DROP reforça a relação entre criação e o público.
Laboratório de Criação e Experimentação Sonora decorreu entre 4 e 6 de setembro, no Parque Fluvial de Almear, em Travassô.
Durante três dias, o espaço recebeu música, performance, instalações sonoras, atividades para famílias, exploração da natureza, conversas e processos de criação coletiva.
Entre o público encontravam-se várias pessoas que tinham participado na primeira edição e decidiram regressar este ano.
Chegaram também famílias de outros distritos, movidas pela curiosidade em conhecer o evento.
Algumas deslocaram-se de caravana e permaneceram durante os três dias.
A diversidade geracional foi outro dos aspetos marcantes.
O DROP recebeu pais com filhos, mas também filhos que levaram os pais mais velhos para conhecer o parque, assistir aos espetáculos e partilhar o ambiente do evento.
Esta convivência entre diferentes idades confirmou a capacidade do projeto para chegar a públicos distintos através de uma programação pouco convencional, mas acessível e próxima.
A organização destaca igualmente a qualidade dos espetáculos e dos músicos participantes, assim como o envolvimento dos artistas, a estreia do projeto DROPestra, voluntários, parceiros e entidades locais.
As reações recolhidas durante e após o evento foram muito positivas, tanto nas conversas informais como nas mensagens deixadas pelo público no espaço de comentários instalado no recinto.
“Mesmo com uma afluência abaixo daquilo que desejávamos, devido à chuva, esta edição deixou-nos sinais muito importantes. Encontrámos pessoas que regressaram depois de terem estado connosco no primeiro ano, famílias que vieram de outros distritos e participantes que ficaram durante os três dias. Conseguimos realizar uma programação exigente, com propostas e músicos de grande qualidade e é muito gratificante perceber que continua a existir público interessado em descobrir propostas novas, experimentar outros formatos e viver a cultura fora dos espaços habituais”, afirma Ana Duarte, da organização.
Para a Luarky - Associação Cultural e Recreativa, o balanço ultrapassa os dias do evento.
A organização tem observado que o Parque Fluvial de Almear começa a ganhar uma nova vida e dinâmica também fora do período do DROP, tornando-se progressivamente um espaço de encontro, permanência e descoberta.
“Queremos que o DROP contribua para criar uma relação continuada com este lugar. O parque não é apenas o cenário do evento: é parte do projeto e da experiência. Ver pessoas regressarem e apropriarem-se do espaço para além destes três dias é um dos resultados mais importantes deste trabalho”, acrescenta Ana Duarte.
A Luarky agradece à Câmara Municipal de Águeda, à CCDR Centro e a todas as entidades apoiantes e parceiras. Destaca, em particular, o apoio institucional e logístico da União das Freguesias de Travassô e Óis da Ribeira, fundamental para a concretização desta edição.
O agradecimento estende-se aos artistas, técnicos, voluntários, associações, fornecedores e a todas as pessoas que participaram no DROP 2026.