O Departamento da Pastoral Juvenil de Aveiro (DPJA) promoveu a iniciativa “Give Back Jubileu”, uma ação ambiental que reuniu jovens para a plantação de 200 árvores no Ecoparque Empresarial de Estarreja.
A atividade contou com o apoio da Câmara Municipal de Estarreja e teve como principal objetivo compensar a pegada ecológica associada às deslocações ao Jubileu, realizado em Roma.
Segundo Tiago Santos, diretor do DPJA, “esta atividade do Give Back Jubileu é, no fundo, uma atividade que advém de um desafio do departamento nacional para que fosse possível restituir à natureza a poluição que os jovens que foram ao Jubileu fizeram, nomeadamente nos seus transportes para Roma”.
Embora inicialmente prevista para outubro, a iniciativa acabou por se realizar em fevereiro.
“Com o apoio da Câmara Municipal de Estarreja, que ofereceu os seus técnicos e também as árvores que foram plantadas, conseguiu-se plantar 200 árvores num terreno onde a poluição ocorre todos os dias, por ser uma zona industrial”, explica Tiago Santos.
Para o diretor do DPJA, o mais importante foi o envolvimento dos “jovens que viveram o Jubileu” para que pudessem “estar juntos”, já que ouviram do Papa “mensagens de esperança e mensagens para um mundo melhor”.
Desta forma os jovens conseguiram “contribuir para esse mundo melhor através da ecologia integral e, acima de tudo, torná-lo melhor através das suas próprias mãos e do seu próprio trabalho”.
Entre os participantes esteve Gustavo Abrantes, jovem da paróquia de Aguada de Cima, que sublinha o impacto ambiental da ação, já que o “projeto tem como objetivo promover os ecossistemas de Estarreja, melhorar o ambiente aéreo e aumentar o oxigénio desta zona”, já que a zona é industrial e é “crucial ter um ambiente saudável e agradável”.
O jovem destacou ainda o caráter compensatório da iniciativa devido ao “gasto elevado de gasóleo nas viagens e deslocações ao Jubileu”, acreditando que a plantação das árvores ajudará a “compensar a poluição feita”.
Também Rafael Marques, biólogo e técnico da Câmara Municipal de Estarreja, sublinha a importância ambiental da iniciativa, explicando que “esta floresta ajudará a mitigar, logo no local, os efeitos que uma zona industrial tem em termos de poluição”.
O técnico da Câmara Municipal de Estarreja explica ainda que foram plantadas espécies autóctones “como o carvalho e o sobreiro”, e em termos de arbustos foram plantados “pilriteiro e o medronheiro, que também ajudam a fornecer frutos para a fauna local que existe na zona florestal contígua ao Ecopark”.
Questionado sobre a importância de envolver jovens neste tipo de ações, Rafael Marques destacou a vertente pedagógica: “um dos objetivos que foi traçado nas plantações do Ecopark era essencialmente fazer as plantações com voluntários”.
Apesar de poderem fazer o mesmo com assistentes da Câmara ou com os jardineiros, Rafael Marques refere que preferem “fazer com voluntários” para que haja uma “sensibilização ambiental”.
Para além disso, também destaca que a experiência é nova para a maioria dos jovens que nunca tinha plantado uma árvore e, assim, “ficam a aprender mais um pouco sobre o que é uma floresta, que espécies existem na nossa floresta e o que elas também contribuem para a nossa saúde e para o nosso bem-estar”.
Tiago Santos destaca ainda a atitude dos participantes, referindo que “todos os jovens que participaram foram muito ativos e nenhum deles foi relutante a pegar na enxada ou pôr as mãos na terra”.
Como diretor do DPJA, Tiago Santos deseja que “mais iniciativas destas se concretizem”, já que os jovens “seguem assim o propósito de quem foi ao Jubileu: tornar o mundo melhor e ser peregrinos de esperança - esperança que o nosso mundo seja um mundo de boas árvores, de boas ações e, acima de tudo, de paz e de amor pelos outros”.
Com esta ação, o DPJA reforça o compromisso com a ecologia integral e demonstra que a vivência do Jubileu não termina na peregrinação, mas continua em gestos concretos que deixam marca na comunidade e no território.