Vagos aprovou Plano e Orçamento para 2026.
A austeridade chegou ao Município que vai procurar o reequilíbrio financeiro e a criação de condições para investir.
As políticas de austeridade chegaram ao Município e estão assumidas em orçamento.
Reunião de Câmara Extraordinária tomou a decisão, por maioria, com o voto contra dos vereadores da oposição.
O Orçamento está fixado em 29.9 milhões de euros, com 23.6 milhões de receita corrente e 6.2 milhões de receita de capital.
A despesa total é igualmente de 29.9 milhões, incluindo 22.7 milhões de despesa corrente e 6.4 milhões de despesa de capital.
A maioria define o Orçamento para 2026 como um documento de “responsabilidade política e de governação séria”.
Rui Cruz fala em orçamento de “reequilíbrio e de preparação do futuro” mas também “orçamento de continuidade e de identidade”.
O autarca diz que essas políticas não vão mexer com o apoio social.
“E dizemos com clareza: reequilibrar finanças não significa recuar na coesão social. Significa garantir que o Município consegue cumprir, apoiar e investir — com seriedade e sem improviso”.
2026 arranca com “constrangimentos financeiros reais” que a nova maioria explica com a “dívida vencida elevada”, “encargos mensais com juros significativos” e “despesas de funcionamento e compromissos transitados que comprimem a margem de manobra”.
Rui Cruz admite que o contexto “limita o lançamento imediato de novas iniciativas de grande impacto financeiro”.
“Mas a política autárquica mede-se pela capacidade de transformar dificuldades em rumo. E é precisamente isso que este orçamento faz: põe a casa em ordem para libertar o futuro. Não é um orçamento de resignação; é um orçamento de reposicionamento para recuperar credibilidade, abrir o mercado municipal a mais concorrência e melhores preços, e criar condições para que o investimento volte a ganhar escala”.
Reduzir a dívida, reduzir custos de contexto, negociar e captar financiamento externo, reforçando candidaturas e parcerias no Portugal 20/30, Orçamento do Estado, PRR e BEI são as linhas seguidas.
Rui Cruz salienta que “há caminho, há rumo e há método”.
A taxa de resíduos vai subir mas com a redução no horizonte a partir da subida da reciclagem.
“O Orçamento de 2026 é o primeiro passo de um novo ciclo: reequilibra para libertar, organiza para construir e prepara o investimento que Vagos merece — com uma aposta firme nas pessoas, na coesão comunitária, na recuperação do espaço público e na requalificação da rede viária”.