Aveiro: Plano e Orçamento aprovados por maioria.

A Assembleia Municipal de Aveiro aprovou, por maioria, com apenas um voto contra, Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026.

Bruno Fonseca, agora empossado em representação do Livre, assumiu o voto contra.

A discordância com as políticas da maioria liderada por Luís Souto determinou o sentido de voto.

O deputado lembra que a distribuição de verbas é generosa para projetos que vinham do mandato anterior, como o pavilhão oficina, e pouco expressivo para políticas de habitação (com áudio)

Foi uma reunião que vincou o caráter de continuidade do primeiro orçamento com assinatura do projeto liderado por Luís Souto Miranda mas com marcas do passado recente com projetos lançados ao tempo de Ribau Esteves.

IL, Chega e PS abstiveram-se mas deixaram notas críticas apontando baterias às políticas sociais.

João Ribeiro (PS) aponta falhas nas políticas sociais falando em "gestão reativa".

Desenhou argumentação em torno da comparação de Aveiro com cidades europeias.

Entende que a cidade falha no estabelecimento de “estratégia” e "validação" de resultados.

Acusa a maioria de entregar a gestão social às IPSS e de falhar no campo da habitação (com áudio).

Cláudia Rocha, da IL, deixou como alerta o facto de cerca de 30% do investimento como estar “definida” fragilizando o “controlo democrático”.

Fala em GOP “sobredimensionadas” num orçamento dependente de “financiamentos pontuais”.

“Mecanismos importantes mas que não podem ser confundidos com receita estrutural”.

Armando Grave, do Chega, admite orçamento de continuidade mas responsabiliza Luís Souto por essa linha, tanto no passado como no presente e destaca a execução "anémica".

“Este não é um orçamento deste executivo. É herdado de executivos anteriores. Estamos perante ratificação e assunção de decisões tomadas no passado mas também da responsabilidade do atual presidente”.

Caetano Alves, do CDS, fala no “primeiro ano completo” do novo ciclo político em documentos com “visão política e forma de governar”

“Assente na modernização, inovação e consolidar de governação municipal exigente”. 

Joaquim Marques, do PSD, defende a lógica de continuidade em transição de mandatos.

“Os investimentos atingem 181 milhões de euros refletindo as opções estratégicas. Estamos em quadro de continuidade de projetos estruturantes e consolidação de compromissos”.

A maioria assumiu-se herdeira da “ambição” de Ribau Esteves.

Luís Souto afirma que vai imprimir “arrojo” mesmo em contexto internacional de incerteza.

Sobre a habitação, a autarquia, pela voz do Vice-presidente, Rui Santos, assumiu que está a ser preparado plano de investimento para fechar até Março.

O PS estranha novos estudos quando a autarquia fez aprovar estratégia local de habitação.

Para quê fazer novo estudo quando aprovámos a ELH há 8 meses?" interrogou Fernando Nogueira

Luís Souto admitiu a imprevisibilidade dos tempos mas fez recordar que a pandemia Covid 19 tendo causado impacto na vida de cidadãos e empresas não travou a ambição do Município.

A mesma que defende para os próximos quatro anos (com áudio)

Este será tema em destaque no programa Canal Central, este sábado, às 11h, na Terra Nova.