O PS vota contra o relatório e contas do Município da Murtosa.
Posição do Partido da oposição é assumida com críticas sobre alegada “falta de transparência” e “fraca execução”.
Augusto Vidal Leite analisou os documentos de prestação de contas de 2025 e considerou que revelam “baixa execução, opções de gestão erradas e incapacidade do Executivo PSD para responder às necessidades do concelho”.
Antes da votação, Augusto Vidal Leite requereu o adiamento da discussão do ponto, alegando que a Certificação Legal de Contas tinha sido disponibilizada “apenas cerca de três horas antes da reunião”.
O pedido foi rejeitado pelos eleitos do PSD e pelo vereador do JPM.
Augusto Vidal entende que as reservas dos Revisores Oficiais de Contas mereciam “prudência acrescida”.
Os documentos acabariam aprovados com os votos favoráveis do PSD, a abstenção do vereador do JPM e o voto contra do Partido Socialista.
O vereador do PS critica o que diz ser a “reduzida execução do Plano Plurianual de Investimentos”, fixada em 46,21%, abaixo dos 50,69% registados em 2024, apontando que “mais de metade do investimento previsto ficou por executar”.
Januário Cunha admite constrangimentos sobretudo em empreitadas de grande dimensão cujos concursos foram mais difíceis de gerir.
A burocracia associada à reabilitação do cineteatro e à reabilitação das margens da Ria, incumprimentos de empreiteiros e o clima não favoreceram o desenvolvimento de algumas empreitadas.
O autarca que tinha sucedido a Joaquim Batista no final do mandato anterior e que viu a liderança confirmada nas eleições de Outubro de 2025 espera melhorar a taxa de execução que em 2025 rondou os 32%.
A autarquia apresentou o saldo de gerência na ordem dos 5,2 milhões de euros.
atualização: 2026-04-28