O Município de Ílhavo lança a Escola Municipal de Salvamento Aquático e de Primeiros-socorros do país.
No dia em que se celebra o Dia Mundial do Salvamento, a autarquia apresentou, esta quarta, na Praia da Barra (Praia Velha), a Escola Municipal de Salvamento Aquático e Primeiros-Socorros, a primeira com esta tipologia a nível nacional.
Integrada no programa municipal “Ílhavo +Seguro +Saudável”, é uma medida que nasce de uma proposta que tinha sido assumida no compromisso eleitoral “Roteiro para um Futuro Maior” e, segundo Rui Dias, pretende dotar a comunidade e os munícipes de “melhores respostas para enfrentarem situações de emergência de forma mais informada, tecnicamente mais bem preparada e melhor capacitada, seja nas escolas, nas piscinas, nas praias, nos clubes, nas famílias ou nos locais de trabalho”.
Criar uma cultura comunitária de prevenção, segurança, saúde e entreajuda é o propósito desta ação que na vertente do salvamento aquático vai promover a introdução regular de conteúdos no programa pedagógico da Escola Municipal de Atividades Aquáticas, nas piscinas municipais de Ílhavo e da Gafanha da Nazaré (com áudio).
Uma vez por mês, cada turma terá dez minutos dedicados à segurança na água, com aprendizagem progressiva sobre prevenção de riscos, pedidos de ajuda, flutuação, autoproteção e comportamentos adequados em piscinas, praias, rios e ria.
Ainda enquadrada na Escola Municipal de Atividades Aquáticas será criada, nas duas piscinas municipais, uma classe específica de Salvamento Aquático destinada a alunos que queiram aprofundar competências de segurança na água, técnicas básicas de resgate, resistência aquática, orientação no meio aquático e comportamento responsável em situações de emergência.
Esta classe funcionará como uma etapa de iniciação para jovens que manifestem apetência para as áreas de salvamento, proteção civil ou desporto aquático.
Em parceria técnica e formativa com a Associação ResgatÍlhavo, o Município de Ílhavo irá implementar a Academia Municipal de Nadadores-Salvadores, com formação contínua ao longo do ano dirigida aos nadadores-salvadores que prestam serviço nas praias e nas piscinas municipais.
Uma forma de fomentar o aprofundamento de competências ao longo do ano.
Rui Dias admite tratar-se de uma ferramenta importante para estimular o surgimento de candidatos aos cursos do ISN (com audio)
A Academia incluirá módulos de Suporte Básico de Vida, técnicas de resgate, utilização de DAE, primeiros-socorros, comunicação em emergência, gestão de ocorrências e treino físico específico.
O objetivo é garantir informação permanente, maior preparação técnica e uma resposta mais coordenada em situações reais.
Os professores e técnicos da Escola Municipal das Atividades Aquáticas receberão ações de formação contínua e específica em salvamento aquático e primeiros-socorros.
Deste modo, esta atividade municipal regular (Escola das Atividades Aquáticas) reforça a segurança nas aulas, melhora a capacidade de resposta dos profissionais e aumenta a confiança das famílias no serviço prestado pela autarquia.
A vertente do salvamento aquático contempla, ainda, ações pedagógicas e de sensibilização ao longo de todo o ano, e não exclusivamente na época balnear, sustentadas no eixo praias - piscinas municipais – agrupamentos de escolas - associações e clubes, com conteúdos de prevenção, segurança e ação, adaptando as mensagens, formatos e conteúdos ao público-alvo (crianças, jovens, adultos ou idosos).
No caso particular dos Primeiros-socorros, a Escola Municipal de Salvamento dinamizará formação contínua dirigida aos dirigentes desportivos, treinadores, técnicos desportivos, docentes, assistentes operacionais e assistentes técnicos, educadores, pais, em áreas como Suporte Básico de Vida, ativação correta de meios de emergência, reação a quedas, queimaduras, ferimentos, entre outros.
A Escola Municipal de Salvamento Aquático tem a particularidade de ser um projeto dinâmico, flexível, adaptável à procura e às necessidades das comunidades, aos próprios contextos e às circunstâncias que determinam ações e intervenções na área da segurança e do bem-estar das pessoas.
O autarca de Ílhavo, Rui Dias, fundamentou esta iniciativa inédita afirmando que “medidas e políticas de prevenção, informação e sensibilização continuam a ser o melhor salvamento”, que é aquele que prevê, que assegura o menor risco e que evita a intervenção dos nadadores-salvadores.
Apesar de nos últimos 10 anos, no Município de Ílhavo, apenas se ter registado uma morte por afogamento, em praia não vigiada (23 de agosto de 2023), em 2025 foram assinaladas 35 intervenções de salvamento (3 delas com necessidade de assistência hospitalar), mesmo assim um número inferior ao ano de 2024 com 40 ações de salvamento.
Rui Dias entende que os indicadores ajudam a tomar esta decisão fundamentada pela relevância da cultura de segurança (com áudio)
É nestas considerações que assentam os objetivos e as ações da Escola Municipal de Salvamento Aquático e Primeiros-Socorros que iniciará a execução do seu plano de ação já a partir de setembro deste ano.