Duas visões para o futuro da saúde em Aveiro e o apelo ao relançamento do debate sobre um novo hospital.
As recentes declarações do presidente da Comunidade Intermunicipal da região de Aveiro ao JN e do presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Região, ao Diário de Aveiro, sobre o processo da ampliação do Hospital Infante D. Pedro e os serviços prestados na área dos municípios da CIRA, trouxe a público preocupações pelo estado da saúde e pelo desgaste do processo de ampliação.
Jorge Almeida, Presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, assume que Aveiro é das piores capitais de distrito nos cuidados diferenciados de saúde e Ricardo Matos, da ULS, admite que os cuidados estão longe do necessário numa região de quase 400 mil pessoas.
Este último fala mesmo em “fraco desempenho do Hospital na última década”.
Um quadro que reabre críticas às opções políticas tomadas exatamente no quadro da ULS e da CIRA de avançar para a ampliação e não construção de um novo hospital.
Diogo Soares Machado, vereador do Chega na CMA, fala em “onda de indignações e promessas” que não chega para disfarçar um “verdadeiro crime de lesa-Aveiro”.
Sugere mesmo que Governo, ULSRA, Universidade de Aveiro e Município de Aveiro deveriam assumir a revisão do que diz ser o “vergonhoso e inaceitável” dossier Hospital de Aveiro apostando no lançamento de um projeto para novo hospital central e universitário nos terrenos do Parque Desportivo de Aveiro.
“Todo o tempo gasto por sucessivas administrações, políticos e pessoas politicamente expostas, em redes duvidosas de mentiras, enganos e promessas não cumpridas, já teria sido suficiente para projectar e construir dois Hospitais novos, em vez da miragem de um Hospital velho, remendado e atamancado, que nos continuam desavergonhadamente a prometer”, declarou o vereador em contra corrente com a posição da maioria liderada por Luís Souto Miranda que segue a tese da ampliação como a que mais rapidamente pode servir os aveirenses.
Machado não esconde que o “Hospital é uma das prioridades do Executivo Municipal de Aveiro” mas deixa claro que a luta por um novo hospital deveria ser relançada.