Chega e PS admitem que abertura do investidor pode ser oportunidade para "desbloquear" Cais do Paraíso.

A Câmara de Aveiro mantém silêncio sobre a suspensão da eficácia do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, o Chega vê uma “oportunidade” de rever a matéria, o PS pede racionalidade e a IL diz que o “Cais do Paraíso deve servir de lição”.

Agentes políticos de Aveiro olham para o processo sob diferentes ângulos.

Para já Luís Souto Miranda mantém o silêncio e assim vai continuar enquanto decorrer o processo jurídico que levou à suspensão da eficácia mas à espera de dados finais sobre a investigação em curso.

Para Diogo Machado, vereador do Chega, defensor da revogação, as declarações do investidor à rádio universitária sobre a abertura para rever localização ou tipologia do processo pode ser uma “oportunidade.

Cita Winston Churchill para reclamar novo rumo para este processo.

"O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade. Sejamos, todos, capazes e estejamos, todos também, à altura da oportunidade que agora se nos apresenta”.

Cláudia Cruz Santos, deputada municipal do PS, já encontrou slogan para substituir o “deixem o Luís trabalhar”.

Inspirada pela suspensão do PP do Cais do Paraíso e pelas declarações do investidor que diz estar a ter dificuldades para comunicar com a nova liderança autárquica de Aveiro, pede a relocalização do projeto.

“O presidente da câmara de Aveiro tem estado no Brasil - cerca de 10 dias, apesar de só ser conhecida agenda oficial para um - e não tem tido disponibilidade para desbloquear o impasse do cais do paraíso, apesar de o investidor privado já ter manifestado publicamente abertura para deslocalizar o investimento ou alterar o projeto. Ajudem o Luís a desbloquear pode ser um slogan mais adequado do que Deixem o Luís trabalhar”.