O PSD de Aveiro divide-se quanto à oportunidade criada pelos partidos da oposição para acabar com o que restava de portagens na A25.
Se na Junta de Cacia há celebração pela aprovação desta medida que será operacionalizada a 1 de Janeiro de 2026, no Parlamento o presidente da concelhia do PSD votou contra por considerar que os planos do Governo permitiram uma solução mais demorada mas mais estruturada e capaz de responder às diferentes realidades no país onde subsistem concessões com pórticos em antigas scut.
Cacia é um caso especial uma vez que há anos reclama o fim dos pagamentos na cintura de Aveiro que conduziram ao aumento de tráfego na avenida na Europa, antiga EN109, via que atravessa a freguesia.
Ruído, segurança e qualidade de vida foram argumentos apresentados durante anos.
Nelson Santos diz que este é um dia feliz.
“A Junta de Freguesia de Cacia congratula-se publicamente com a decisão do Parlamento Nacional de abolir as portagens na A25 já no início de 2026. Vemos finalmente reconhecida uma reivindicação justa e necessária para o bem-estar da nossa população”.
Firmino Ferreira, presidente da concelhia de Aveiro do PSD e deputado no Parlamento, apresenta uma visão menos imediatista e mais “sustentável”.
Em declarações à Rádio Ria, disse que a medida proposta ajuda a “ficar bem na fotografia” mas não gera sustentabilidfade.
“Era assim que o Governo se tinha comprometido a acabar com as portagens na A25: com cálculos bem realizados e eventuais negociações com as concessionárias por forma a não sobrecarregar os impostos aos portugueses, nem reduzir o investimento onde é mais preciso”.
A alteração orçamental que abre caminho ao fim dos três pórticos que subsistiam na A25 foi decidida com votos favoráveis de PS, Chega, IL, Livre, PCP, BE e JPP, a abstenção do PAN e os votos contra de PSD e CDS.