A Juventude Socialista de Aveiro manifesta “firme oposição” ao acordo de governação celebrado entre o Chega e o movimento “Aliança com Aveiro” para a Câmara Municipal de Aveiro.
“Este entendimento reveste-se de particular gravidade por surgir poucos dias após as comemorações do 25 de Abril de 1974 — data maior da nossa democracia e símbolo incontornável da liberdade".
"O momento em que este acordo é firmado torna-o ainda mais significativo, evidenciando um contraste claro entre os valores que celebramos e as opções políticas agora assumidas por Luís Souto”, acusa a estrutura liderada por João Sarmento.
Os vereadores do PS que admitiam a abstenção acabaram por votar contra alegando falta de informação sobre o acordo entre as forças políticas.
Para a JS, Luís Souto de um passo para “normalizar” a presença do Chega em órgãos de gestão.
“Mais do que uma solução circunstancial, trata-se de uma escolha política deliberada: a de legitimar e normalizar a influência de um partido como o Chega, cujo discurso tem contribuído para a divisão social e para a fragilização do debate democrático. Tal discurso assenta frequentemente na estigmatização de comunidades, em posições de cariz xenófoba e racista, e na promoção do discurso de ódio”.
A JS fala em governação que demonstra “dificuldade em apresentar propostas consistentes, estruturadas e ajustadas à realidade”.
E sobre o acordo conclui que em cinco meses se abriu a porta ao oportunismo.
“O futuro de Aveiro não se constrói com oportunismo político. Exige estabilidade, seriedade e políticas públicas concretas — não atalhos que minam a confiança nas instituições e desvalorizam a democracia”.