Luís Souto Miranda afirma a abertura de “novo ciclo” político no PSD de Aveiro com o reforço da presença de autarcas na estrutura que gere a concelhia como sinal de “consenso e união”.
Tomada de posse da nova liderança acentua “projeto de unidade”, consumado na candidatura protagonizada pelo presidente da Câmara de Aveiro.
Souto deu o passo em frente como forma de evitar cisões internas e quis dar força aos políticos que atuam em quadro de proximidade nas freguesias.
Com poder maioritário em 9 das 10, no concelho de Aveiro, o PSD deixa claro que há condições para afirmar esse trabalho de proximidade e encontrar respostas junto da sociedade civil para os problemas.
“Na formação desta lista há uma marca clara: a presença dos nossos autarcas porque a política é feita de proximidade”, sublinhou Luís Souto reforçando a mensagem que já tinha sido apresentada no lançamento da candidatura.
Com o Secretário-Geral do PSD na cerimónia, avisou que, agora, o trabalho só fará sentido se as respostas do poder central forem ao encontro dos anseios da população.
E não escondeu que há dossiês debaixo de escrutínio público como a ampliação do hospital, a retirada da GNR do centro da cidade, a concretização do eixo Aveiro – Águeda e a renovação da cidade judicial.
“Estamos a trabalhar com o Governo e esperamos chegar a bom porto”.
Hugo Soares elogia Luís Souto por ter assumido a liderança da concelhia em espírito de missão.
E deixou sinal de apoio à criação de condições para uma maioria estável em Aveiro.
O tema político mais falado nas últimas semanas foi o possível acordo com o Chega para a formação de maioria na Câmara Municipal.
Entrevistado pela Rádio Universitária, o Secretário-Geral do PSD salvaguardou a autonomia das estruturas locais.
“Se o presidente Luís Souto entender que o melhor para o desenvolvimento do seu projeto é ter uma maioria estável e que, para isso, precisa do Chega, vejo isso com toda a naturalidade”.