Aveiro: Contas aprovadas com debate sobre a herança de Ribau Esteves.

Os melhores indicadores dos últimos 12 anos mas com execução aquém do esperado em 2024.

O Município de Aveiro apresentou as contas do ano passado com resultado operacional positivo de 24.4 milhões e uma redução da dívida total em cerca de quase 3.7 milhões.
Redução de cerca de 6% face ao ano transato, fixando a dívida do universo municipal no valor global de 58,5 milhões.

Tendo em consideração o valor da média da receita corrente líquida dos 3 exercícios anteriores, fixado em € 73.766.737 e o valor da dívida total relevante indicada € 58.554.817, foi possível alcançar no presente exercício económico um rácio de 0,79, o melhor desde 2014 (0,95 em 2023; 1,1 em 2022; 1,40 em 2020; 1,76 em 2019; 3,42 em 2014).

A autarquia realça que a evolução da capacidade de endividamento garante ainda margem disponível a utilizar em termos de Endividamento (endividamento não tomado) em cerca de 52 milhões, nomeadamente para financiar investimento.

O saldo de gerência que transita para 2025 fixa-se em 33,5 M€ (mais 31% do que em 2023).

O Partido Socialista diz que se notam constrangimentos na capacidade de levar projetos a bom porto.

Com a liquidez disponível, o PS aponta erros pela falta de ajustamento de políticas.

Um dos erros, segundo Fernando Nogueira, está na recorrente venda de património e na intenção de recurso a crédito bancário.

O PS diz que à luz do que se conhece o próximo executivo estará condicionado (com áudio)

Nogueira pediu mais prudência nos compromissos estabelecidos para evitar constrangimentos ao próximo executivo.

Os vereadores do PS votaram contra as contas de 2024.

A maioria diz que apesar das dificuldades para executar obras há indicadores positivos.

Regista o valor mais alto ao nível da solvabilidade desde 2013; o endividamento mais baixo desde a tomada de posse e o valor mais elevado na autonomia financeira em 12 anos.

Ribau Esteves argumenta que a “impossibilidade” de execução dos Fundos Comunitários, o número crescente de concursos sem concorrentes e a burocracia crescente dos procedimentos da contratação pública tem vindo a atrasar essa capacidade de execução.

Ainda assim passa em revista o que diz ser registos de “anos históricos” com redução de dívida e aumento da capacidade de investimento.

Ribau afirma que vai deixar melhor herança do que a recebida há 12 anos (com áudio)

Os documentos aprovados seguem para apreciação da Assembleia Municipal de Aveiro.