Adriana Rodrigues defende ajuda às PME para expandirem-se na Europa.
A deputada do PSD Adriana Rodrigues defendeu esta terça-feira no Parlamento a proteção da União Europeia a pequenos investidores.
Intervindo numa interpelação à comissária responsável pela Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e Mercado de Capitais, a parlamentar social democrata destacou a importância das pequenas e médias empresas para a economia nacional.
“As PME [pequenas e médias empresas] são essenciais para o desenvolvimento regional e nacional. Um quadro regulatório equilibrado permitirá transformar espírito empreendedor em crescimento económico sustentável, inovação e criação de emprego, reforçando a competitividade da Europa no mercado global”, vincou Adriana Rodrigues na interpelação a Maria Luís Albuquerque.
A deputada do PSD destacou haver no nosso país “um forte espírito empreendedor”, para notar que há “muitas empresas” que “enfrentam dificuldades reais para crescer, inovar e competir internacionalmente”, dando como “fundamental” que o Programa de Trabalho da Comissão Europeia para 2026 “tenha um quadro regulamentar que permita às startup e às PME aceder a financiamento e expandir-se na Europa”.
“A União Europeia deverá garantir que os pequenos investidores tenham proteção adequada, sem comprometer a flexibilidade necessária para apoiar empresas em crescimento” sublinhou Adriana Rodrigues na sua intervenção, questionando a comissária europeia sobre que medidas concretas estão previstas para equilibrar financiamento, crescimento empresarial e segurança do investidor.
Na resposta, a comissária destacou o papel central das pequenas e médias empresas na economia europeia, sublinhando que o seu apoio é essencial para o crescimento sustentável, a inovação e a criação de emprego.
Maria Luís Albuquerque reforçou o compromisso com políticas que promovam melhor acesso ao financiamento, redução da carga administrativa e condições mais favoráveis ao investimento, permitindo que as PME sejam mais competitivas e resilientes num contexto económico exigente.
A concluir, a comissária salientou a importância de “um quadro europeu estável e previsível, que dê confiança às empresas, incentive o empreendedorismo e assegure que as PME continuem a ser um pilar fundamental da economia europeia, alinhadas com os objetivos de coesão, competitividade e transição digital e climática”.