Aveiro: Plano e orçamento aprovados por maioria. PS e Chega abstiveram-se.

O executivo municipal de Aveiro aprovou, por maioria, Plano e Orçamento para 2026, com abstenções de PS e Chega.

Documentos rondam os 200 milhões de euros, abaixo dos 218 milhões de 2025.

O investimento municipal previsto nas GOP 2026 atinge 181 milhões de euros num orçamento global de 199.9 milhões, incluindo dívidas e compromissos anteriores, investimento e despesas de funcionamento, que se situam em cerca de 48.280.800€.

Documento integra ainda o saldo transitado do Orçamento de 2025, no valor de 51.3 milhões, garantindo, segundo a autarquia, a “continuidade de investimentos já em execução e a previsibilidade necessária ao planeamento e à execução de obras”.

Ano marcado por obras de transição e pelo arranque da construção da via Aveiro-Águeda.

A nova escola Homem Cristo, o redimensionamento do centro de congressos, o aproveitamento de fundos para o setor da habitação, a renovação de espaços verdes, a instalação do sistema de videovigilância, uma nova relação com as corporações de Bombeiros, a revisão da carta educativa, a concretização da renovação do Conservatório, acompanhamento da concretização da ampliação do Hospital Infante D. Pedro, a construção da nova Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Nossa Senhora de Fátima, com apoio do PRR, revisão do PDM, a transformação do atual quartel da GNR em espaço de habitação, centro de arte contemporânea, reabilitação de estradas, reabilitação do Museu de Aveiro, desenvolver o projeto para a antiga lota e a concretização do pavilhão oficina são áreas que seguem com centralidade no Plano em linha de continuidade.

A oposição diz que o “Estado de Graça” está a terminar e lamenta que não tenham sido acolhidas sugestões apresentadas e quantificadas.

Paula urbano Antunes, do PS, apresentou essas propostas, nomeadamente no campo da área social, com apoio ao estudo, natalidade, habitação e cultura.

A vereadora que lidera a concelhia socialista afirma que a maioria foi insensível a essas propostas, com peso reduzido no total orçamental.

Leonardo Costa acompanha a crítica e diz que propor linha de continuidade sem metas de execução é anunciar novo ano aquém das expetativas (com áudio)

Diogo Soares Machado, do Chega, viabilizou os documentos mas diz que o faz pela primeira e última vez se não houver mudança de rumo.

O vereador que funciona como “fiel da balança”, em executivo dividido entre os 4 vereadores da AD e os quatro eleitos pelo PS, aponta falta de inovação nas políticas em orçamento de continuidade.

Machado considera que Luís Souto está amarrado ao projeto de Ribau Esteves e não demonstra sinais de abertura a novas políticas (com áudio)

Luís Souto Miranda afirma que mesmo sem maioria absoluta deve ser respeitada a vontade popular.

O autarca de Aveiro retomou o legado socialista, com mais 20 anos, para defender a legitimidade de criar condições para a implementação do programa.

Souto admite que o mandato irá ficar marcado pela criação de condições para a implementação de novas políticas.

Fala em orçamento de transição em quatro anos para “lançar sementes” (com áudio).

O debate esta manhã na reunião da Câmara de Aveiro.