Navigator Company anuncia investimento de 115 milhões de euros na Fábrica de Cacia.

A Navigator Company prepara-se para investir 115 milhões de euros na instalação de uma nova máquina que vai alargar a produção e servir o mercado do Reino Unido.

Essa estrutura será instalada no complexo industrial de Aveiro.

Com arranque de operação previsto para março de 2028, o investimento ascenderá a cerca de 115 milhões de euros (48 M€ em 2026, 53 M€ em 2027 e 14 M€ em 2028), e beneficiará de um apoio ao abrigo do programa Portugal 2030.

Trata-se de um projeto que avança em “momento exigente”, mas que reforça a “confiança da empresa no potencial do mercado Tissue e na sua própria capacidade de execução e criação de valor”.

A empresa apresentou as contas de 2025.

Afirma que foi o ano “mais exigente das últimas décadas para a indústria de celulose e papel”.

A queda acentuada dos preços internacionais, de pasta (e papel), o aumento dos custos de energia e químicos e a instabilidade internacional condicionaram os resultados.

Os preços da pasta recuaram 16% na China e 12% na Europa, refletindo um contexto de forte desequilíbrio entre oferta e procura que afetou de forma transversal a indústria.

Apesar deste enquadramento, a Empresa reforçou a sua resiliência, cresceu em volume em todos os negócios papeleiros e acelerou a transformação estratégica.

Afirmou também a sua posição competitiva e entra em 2026 mais preparada para captar a recuperação que já começou a dar sinais no final do ano.

Os novos negócios – Tissue e Packaging – são hoje um pilar central desta transformação.

Representam já quase 33% do EBITDA (122 milhões de euros) e continuam a ganhar relevância na estrutura de resultados, contribuindo para atenuar o impacto conjuntural da evolução negativa dos preços da pasta e do papel.

Em quase uma década, o Tissue evoluiu de cerca de 5% para aproximadamente 25% do volume de negócios, enquanto o Packaging, desenvolvido nos últimos cinco anos a partir das atuais fábricas de papel de impressão e sem qualquer aumento de capacidade, representa atualmente mais de 4% das vendas totais.

O volume de negócios da Empresa atingiu 1.970 milhões de euros e o EBITDA situou-se em 376 milhões de euros com uma margem de 19%.

O resultado líquido foi de 145 milhões de euros.

A aposta nos produtos económicos e standard e a subida de preço nos produtos de maior valor acrescentado acabaram por garantir uma estratégia de sucesso.

A empresa realça, ainda, o investimento em Inteligência Artificial e digitalização, consolidando o NVG Hub como canal estratégico, que atingiu cerca de 300 milhões de euros em encomendas online, estando agora disponível para todas as unidades de negócio

Para 2026 antecipa um cenário de recuperação e “melhor equilíbrio entre oferta e procura”.

Abrem-se também novas perspetivas no mercado Americano.