O Beira-Mar mostra-se à comunidade e aos investidores e relembra que a sua posição social no contexto nacional é inspiradora de parcerias estratégicas.
Mensagem tornada pública sobre as assistências no momento em que o clube volta ao “mercado” para encontrar parceiro para a criação de uma sociedade desportiva.
Depois de dois anos sem conseguir formalizar esse acordo e com palavras do treinador Fabeta Barros a alertar para o desgaste, o clube prepara-se para novo verão quente na tentativa de encontrar investidores.
Para já assinala o fecho de jogos no Municipal de Aveiro com as contas sobre assistências.
Refere que o clube conseguiu dar sinais de recuperação e da relevância da sua base social aproximando-se de médias de primeira liga.
Em partida decisiva na luta pela permanência conseguiu levar 3 mil pessoas ao estádio.
“A assistência registada aproxima-se da média de vários clubes da Primeira Liga (que contam com a receção aos clubes grandes que contribui para inflacionar as respetivas médias) e supera mesmo os números de diversas equipas da Segunda Liga, estando também em linha com a maioria das assistências verificadas na Liga 3. Um dado que reforça a dimensão e o potencial do SC Beira-Mar no panorama do futebol português”, refere nota do clube.
Ao longo da época, o clube auri-negro disputou 13 jogos em casa, atraindo ao estádio mais de 16 mil espetadores.
Destes, cerca de 15% foram sócios do clube e outros 15% corresponderam a menores de 16 anos — grupo que beneficiou de entrada gratuita durante toda a temporada.
A restante assistência resultou da venda de bilhetes e das várias campanhas de promoção levadas a cabo pela direção, as quais pretenderam aproximar a comunidade do clube e dinamizar a presença nas bancadas.
Merecem relevo algumas notas como o facto de o jogo com maior assistência ter sido precisamente o mais recente, frente ao CF União de Lamas, realizado a 12 de abril.
Já a maior receita de bilheteira da época foi alcançada no encontro frente ao Aparecida, disputado a 28 de setembro, evidenciando o impacto das diferentes iniciativas promovidas ao longo da temporada.
Num momento de balanço, o presidente do clube, Nuno Quintaneiro Martins deixa umamensagemclarae emotiva, sublinhando o papel fundamental dos adeptos.
“Este clube vive das pessoas, da cidade-região que representa e da identidade coletiva que agrega. A presença constante dos nossos sócios e adeptos ao longo da época, mantendo-se ao lado da equipa de futebol mesmo nos momentos mais adversos, demonstra que, apesar de ainda estarmos longe dos indicadores das épocas douradas dos anos 70, 80 e 90, estamos a percorrer o caminho de recuperação da massa associativa Beiramarense. Mais do que viver de momentos esporádicos de euforia, pretendemos reforçar a solidez do compromisso da nossa comunidade com o clube. Porque há algo muito forte que nos une a todos: Beira-Mar é Aveiro, Aveiro é Beira Mar.”
Os números agora conhecidos confirmam não só a vitalidade do SC Beira-Mar dentro do panorama do futebol em Portugal, mas também a recordação do exponencial de oportunidades que a ligação ao SC Beira-Mar pode ter para a sua comunidade local e para os seus parceiros.