O GrETUA fecha o trimestre com cinema e conversa.
No encerramento do trimestre dedicado ao desejo, exibição do filme “O Lado Obscuro do Coração”, integrada no ciclo de cinema “Anatomia da Transgressão”.
“Anatomia da Transgressão” é um ciclo de cinema que investiga o corpo como espaço político, ficcional, íntimo e indisciplinado.
A sua terceira e última sessão encerra o ciclo com o delírio poético e sensual de “O Lado Obscuro do Coração” (1992), onde o amor e a morte dançam em espiral para lá dos limites do real.
O filme, realizado por Eliseo Subiela, é um drama romântico e poético que acompanha Oliverio, um jovem poeta argentino inconformado com a mediocridade do quotidiano.
Em constante busca por um amor ideal, ele recusa-se a viver uma vida sem paixão, poesia e liberdade.
Entre encontros efémeros e devaneios existenciais, Oliverio parte numa viagem entre Buenos Aires e Montevideu, onde conhece Ana, uma misteriosa prostituta que pode finalmente preencher o vazio do seu coração.
Uma história intensa e surreal sobre o desejo, a morte e a necessidade de encontrar alguém que saiba voar.
As propostas da semana incluem a exposição “até que tudo fique claro”, de Isabel Medeiros, no dia 28 de junho.
Exposição patente no foyer do GrETUA durante este trimestre.
Composta pelas imagens retiradas do arquivo físico da erupção do Vulcão dos Capelinhos, em 1957, na Ilha do Faial (Açores), reflete sobre a memória e a sua degradação.
No encerramento desta exposição, no sábado, dia 28, haverá lugar a uma conversa com a autora e David Calão, autor da peça “recorder”, levada a cena em Maio pelo GrETUA, cujas temáticas se cruzam numa reflexão sobre as imagens, os registos e a memória.