Aveiro acolhe o lançamento do livro “Museu dos Telefones” da autoria de Agostinho Pinto.
O evento está marcado para esta quinta-feira, à hora de almoço, no Restaurante Solar das Estátuas, em Aveiro.
Momento de celebração da memória e da história das telecomunicações que tendo Aveiro como “berço de capítulos decisivos a nível nacional e internacional”, faz deste momento um evento especial.
História retratada por Agostinho Pinto, ex-consultor da PT/MEO, considerado profundo conhecedor do sector.
Uma história que começou em 1971 nos então CTT (Correios, Telégrafos e Telefones) e que foi materializada numa coleção de objetos ligados às telecomunicações.
Esta é a base de um espólio, verdadeiro museu dos telefones, com peças que ainda funcinonam, instalado desde 2006 no "Celeiro Ti Deolinda", em Sarrazola, Cacia, Aveiro.
Ali estão representados telefones usados desde os primórdios das comunicações telefónicas em Portugal.
A Câmara de Aveiro tem intenção de aproveitar as instalações do antigo edifício da Junta de Cacia para criar um polo do Museu Nacional da Imprensa dedicado às telecomunicações e à imprensa local, para onde será transferida parte deste património.
Raquel Castro Madureira, membro da associação de antigos alunos da UA e antiga delegada distrital da Ordem dos Engenheiros, especializada na área da comunicações, destaca esse espólio como marca que deve ser cuidada e valorizada.
“Cada aparelho, cada componente restaurado por Agostinho é como uma página de um livro vivo, narrando a saga das telecomunicações em Portugal e no mundo.
Pois em cada objeto restaurado por Agostinho Pinto, pulsa não apenas a memória de um dispositivo, mas a energia criativa de gerações que ousaram conectar o mundo”.
Raquel Madureira elogia esse cuidado na manutenção das peças vivas.
Entende que se trata de um “laboratório vivo” para “sentir e compreender” a jornada da tecnologia das telecomunicações que “transformou a vida da humanidade e das relações humanas, reduzindo distâncias, uniformizando o acesso à informação e conduzindo-nos à ubiquidade”.
“Este livro que agora se apresenta vai muito além de uma simples documentação. É um convite à reflexão sobre nossa jornada tecnológica desde o século XIX ao século XXI, sobre como cada pequena inovação nos aproxima, nos conecta, nos transforma. Através das páginas deste livro, Agostinho Pinto conduz-nos por uma viagem no tempo, revelando não apenas a história dos telefones, mas a história de como superamos distâncias, barreiras e limitações”.
Imagem: Junta de Cacia