Águeda reforça roteiro de arte urbana com novo mural inspirado na memória arquitetónica da cidade.
Obra de Francisco Fonseca celebra as casas antigas de Águeda e convida o público a descobrir a cidade através de uma nova perspetiva artística.
A intervenção “ocupa” a parede do edifício que confina com a Rua Dr. Manuel Alegre e o Largo de S. Sebastião, devolvendo uma nova identidade a este espaço urbano e enriquecendo o património artístico da cidade.
Da autoria de Francisco Fonseca, artista natural de Penafiel, a obra parte da transformação da malha urbana para criar uma composição que dialoga com a arquitetura local e desperta a memória coletiva.
Para Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda, esta nova intervenção reforça a notoriedade do roteiro de arte urbana do concelho e demonstra a aposta contínua na valorização de novos talentos.
“Águeda tem esta capacidade de dar oportunidades a artistas emergentes e de acreditar no seu potencial. Foi assim, há vários anos, com Bordalo II, e hoje é um orgulho acolher o Francisco. Tenho a certeza de que será um dos artistas que continuará a projetar Águeda no mapa da arte urbana e a contribuir para a promoção do nosso território”.
Para Francisco Fonseca, o projeto nasceu da observação da cidade e do interesse pelas suas construções mais antigas.
“Quando visitei Águeda pela primeira vez reparei que existiam muitas casas abandonadas. É um tema que gosto de explorar e despertou-me imediatamente a vontade de trabalhar essas arquiteturas”, referiu.
A escolha da parede e a composição final foram sendo construídas ao longo do processo criativo.
“Acabámos por reunir na obra algumas dessas casas, tanto abandonadas como ainda habitadas. É uma forma de criar mais um cartão-de-visita para a cidade, valorizando uma arquitetura muito característica de Águeda”, defendeu.