CARROS
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Dá que pensar, o passa culpas dos administradores da Indústria automóvel europeia pela crise, ao considerarem a decisão da Comissão Europeia de limitar o fabrico de carros com motores a combustão a 2035, como uma mudança radical, desfocada da realidade do mercado, nomeadamente dos competidores asiáticos.
O automóvel nasceu e cresceu na Europa e durante muitos anos as inovações introduzidas garantiam a liderança das marcas europeias. No final do século passado os fabricantes japoneses e da Coreia do Sul, começaram a disputar essa supremacia, mas que não foi suficiente para um novo impulso criativo que garantisse a liderança tecnológica. O triste exemplo do maior fabricante europeu ao ter falsificado os dados técnicos para respeitarem as normas antipoluição em vez de criarem motores mais eficientes, demonstram quão limitado era o empenho no desenvolvimento tecnológico. Também os Estados Unidos sentiram o crescimento no seu mercado de mais eficientes automóveis importados, até terem um carro tecnologicamente revolucionário, o Tesla, que rapidamente passou a dominar a concorrência.
É significativo que alguns fabricantes europeus de automóveis estejam a negociar com os governos para que varias das suas fábricas deixem de produzir carros civis, para passarem à produção de carros de combate e outros assumem a necessidade de fazerem parcerias com marcas chinesas. Agora a pergunta. Foi a dita exigência radical de acabar com carros a combustão em 2035, que condicionou os fabricantes europeus de agora não serem capazes de fazerem frente aos carros híbridos e elétricos chineses? Dá… que pensar.