Festivais de Outono 2026 dedicados à música em diálogo com outras artes.

 Os Festivais de Outono 2026 são dedicados à música em diálogo com outras artes.

“Música +” é o mote para a edição deste ano.

A música e as suas ligações com outras formas de expressão é o tema a que se dedica a 22ª edição dos Festivais de Outono (FO), organização da Universidade de Aveiro (UA), que acontece de 25 de outubro a 27 de novembro.

O programa promove a convivência da música não apenas com outras expressões artísticas, mas também com conceitos mais vastos como tradição, património, formação, integração.

Os eventos vão decorrer em Aveiro, Águeda, Ílhavo e Oliveira de Azeméis.

Nomes consagrados pelo grande público ou jovens estudantes de música, conexões artísticas e surpreendentes simbioses disciplinares, concertos para todas as idades, da música antiga à contemporânea, do tango ao fado são propostas para esta edição.

“Muitas são as razões para se deixar envolver pelos Festivais de Outono da Universidade de Aveiro!”, anuncia o diretor artístico Pedro Rodrigues, guitarrista e professor da UA.

Esta edição cruza a música com a literatura, a pintura, a dança, o teatro e os novos média — há pintura ao vivo em dois concertos, poesia dita e leituras de textos escritos por Jorge de Sena, live visuals criados por estudantes de mestrado e um espetáculo concebido para ser ouvido no escuro.

O concerto “O Som da Água”, a 27 de novembro no Teatro Aveirense, tem o endosso da Década das Nações Unidas das Ciências do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), e é antecedido por uma mesa-redonda sobre literacia oceânica e criação artística.

Ana Moura e o Ensemble Mediterrain partilham cartaz com os laureados do Prémio Frederico de Freitas, com o Ensemble Internacional da UA — 12 músicos de seis países — e com estreias de estudantes de composição do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da UA.

Ana Moura interpreta, a 31 de outubro, na Nave Multiusos Caixa UA, “Casa Guilhermina”, sétimo registo da artista e o primeiro em que assumiu responsabilidades de escrita.

Como habitualmente, a Orquestra das Beiras marca presença nos concertos de abertura (25 de outubro) e de encerramento (a 27 de novembro, no Teatro Aveirense).

No caso do concerto de abertura, o programa reúne três obras de universos estéticos distintos, em diálogo com projeção de vídeo concebida por estudantes do mestrado em Comunicação Audiovisual para Novos Média, curso da UA.

O programa de encerramento remete para a Década das Nações Unidas das Ciências do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030) com três perspetivas da música sinfónica dos séculos XX e XXI.

Uma das novidades da edição deste ano é a realização de uma mesa-redonda.

Para esta conversa, a 27 de novembro (último dia dos FO), às 18h00, no Salão Nobre do Teatro Aveirense, sobre cultura, literacia oceânica e criação artística, convidam-se Susana Sardo (Pró-reitora para a Cultura, Património Imaterial e Multiculturalidade da UA), Luís Menezes Pinheiro (coordenador do Comité Nacional da Década do Oceano e professor da UA) e Luís Tinoco (compositor, professor na Escola Superior de Música de Lisboa).

A moderação cabe ao diretor artístico dos FO, Pedro Rodrigues.