Pensar antes de perguntar
Hoje pedimos tudo à inteligência artificial. Um texto, uma imagem, uma ideia para o jantar. É rápido, é fácil, e parece não custar nada.
Mas a verdade é que custa. Cada pergunta viaja até um edifício repleto de computadores, que chamamos de centro de dados. Estas máquinas consomem eletricidade e, muitas vezes, água para as arrefecer.
E não estão longe. Em Sines está a nascer um dos maiores centros de dados do país. À escala mundial, a Agência Internacional de Energia prevê que estes edifícios consumiram cerca de 1,5% da eletricidade em 2024. Com a inteligência artificial, prevê-se que este valor duplique até 2030.
Isto não significa deixar de usar estas ferramentas. Significa usá-las com intenção. Gerar dezenas de imagens só por diversão, ou repetir pedidos sem objetivo, tem um custo ambiental que não vemos.
É claro que as grandes decisões são tomadas pelos governos e pelas empresas. Mas a nossa consciência também conta. Saber que o digital é físico ajuda-nos a escolher melhor.
Da próxima vez, antes de perguntar, pergunte-se: preciso mesmo disto?
Quer saber mais sobre o ambiente que nos rodeia? Visite o site do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro.
Episódios
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Estágios de Verão Ciência Viva no Laboratório07.04.2025OuvirQueres viver a experiência de um verdadeiro cientista e descobrir como a engenharia do ambiente pode mudar o mundo? O programa Ciência Viva no Laboratório dá-te essa oportunidade! No Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro (DAO-UA) temos estágios únicos à tua espera:
Há justiça na exposição à poluição do ar? – Descobre como a qualidade do ar afeta diferentes comunidades e se a poluição afeta todos de forma igual.
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O Impacto Ambiental da Mudança para o Horário de Verão24.03.2025OuvirNa madrugada do próximo domingo, adiantamos os nossos relógios uma hora para entrar no horário de verão. Esta mudança tem como principal objetivo aproveitar melhor a luz natural do sol e, assim, reduzir o consumo de eletricidade. Mas será que realmente traz benefícios ambientais? Vamos explorar o impacto desta alteração.
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Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia marinha10.03.2025OuvirA Energia marinha inclui várias tecnologias, como energia das ondas, marés e correntes oceânicas. É uma área emergente com grande potencial, mas também desafios ambientais.
Impactos negativos:
Alteração de habitats marinhos: As infraestruturas, como turbinas submersas, podem perturbar habitats sensíveis e afetar a fauna marinha, incluindo mamíferos e peixes.
Ruído subaquático: O funcionamento das turbinas e a instalação das infraestruturas podem gerar ruído que interfere com a comunicação e a navegação de animais marinhos, como cetáceos.
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Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia biomassa03.03.2025OuvirA energia de biomassa converte materiais orgânicos (resíduos florestais, agrícolas ou industriais) em energia elétrica ou térmica. Tem muitos aspectos positivos, mas tal como todas as formas de energia usada, também conseguimos identificar impactos menos positivos.
Impactos negativos:
Emissões de poluentes atmosféricos: A queima de biomassa pode liberar dióxido de carbono, partículas e compostos tóxicos como óxidos de azoto e enxofre, embora em menor escala do que os combustíveis fósseis.
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Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia geotérmica24.02.2025OuvirA energia geotérmica aproveita o calor do interior da Terra para gerar eletricidade ou aquecer edifícios. É uma fonte constante e previsível, mas os seus impactos dependem do tipo de instalação. Este é uma forma de energia usada por exemplo, nos Açores.
Impactos negativos:
Contaminação de águas subterrâneas: A extração de fluidos geotérmicos pode liberar minerais e gases tóxicos, contaminando aquíferos.