Pensar antes de perguntar
Hoje pedimos tudo à inteligência artificial. Um texto, uma imagem, uma ideia para o jantar. É rápido, é fácil, e parece não custar nada.
Mas a verdade é que custa. Cada pergunta viaja até um edifício repleto de computadores, que chamamos de centro de dados. Estas máquinas consomem eletricidade e, muitas vezes, água para as arrefecer.
E não estão longe. Em Sines está a nascer um dos maiores centros de dados do país. À escala mundial, a Agência Internacional de Energia prevê que estes edifícios consumiram cerca de 1,5% da eletricidade em 2024. Com a inteligência artificial, prevê-se que este valor duplique até 2030.
Isto não significa deixar de usar estas ferramentas. Significa usá-las com intenção. Gerar dezenas de imagens só por diversão, ou repetir pedidos sem objetivo, tem um custo ambiental que não vemos.
É claro que as grandes decisões são tomadas pelos governos e pelas empresas. Mas a nossa consciência também conta. Saber que o digital é físico ajuda-nos a escolher melhor.
Da próxima vez, antes de perguntar, pergunte-se: preciso mesmo disto?
Quer saber mais sobre o ambiente que nos rodeia? Visite o site do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro.
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