Pensar antes de perguntar
Hoje pedimos tudo à inteligência artificial. Um texto, uma imagem, uma ideia para o jantar. É rápido, é fácil, e parece não custar nada.
Mas a verdade é que custa. Cada pergunta viaja até um edifício repleto de computadores, que chamamos de centro de dados. Estas máquinas consomem eletricidade e, muitas vezes, água para as arrefecer.
E não estão longe. Em Sines está a nascer um dos maiores centros de dados do país. À escala mundial, a Agência Internacional de Energia prevê que estes edifícios consumiram cerca de 1,5% da eletricidade em 2024. Com a inteligência artificial, prevê-se que este valor duplique até 2030.
Isto não significa deixar de usar estas ferramentas. Significa usá-las com intenção. Gerar dezenas de imagens só por diversão, ou repetir pedidos sem objetivo, tem um custo ambiental que não vemos.
É claro que as grandes decisões são tomadas pelos governos e pelas empresas. Mas a nossa consciência também conta. Saber que o digital é físico ajuda-nos a escolher melhor.
Da próxima vez, antes de perguntar, pergunte-se: preciso mesmo disto?
Quer saber mais sobre o ambiente que nos rodeia? Visite o site do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro.
Episódios
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Projeto TransforMAR16.08.2020OuvirO projeto TransforMAR é uma iniciativa conjunta do Lidl Portugal e Electrão em parceria com a Associação Bandeira Azul da Europa, a Agência Portuguesa do Ambiente e as organizações ambientalistas ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável e Quercus – ANCN e o apoio do Ministério do Ambiente e Ação Climática.
Depois da Praia da Costa Nova em 2019, este ano a Praia da Vagueira junta-se, pela primeira vez, ao projeto que já vai na 3ª edição.
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As fibras da roupa também libertam microplásticos09.08.2020OuvirA problemática dos microplásticos (partículas com tamanho inferior a 5mm), constitui atualmente uma preocupação ambiental de elevada relevância dados os impactos que pode ter nos ecossistemas e saúde humana.
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Negocios/ideias após COVID02.08.2020OuvirEm tempos de pandemia surgem sinais, mudanças nos comportamentos que aceleram em massa e que obrigam a repensar os modelos das organizações. Mas sabia que há empresas e negócios que irão crescer radicalmente neste contexto e que serão valorizadas mesmo num mundo pós-COVID? Deixamos-lhes algumas ideias, que podem ser grande amigas do ambiente:
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Férias em tempos COVID (EU)26.07.2020OuvirO verão está aí e com ele as férias para muitos de nós, não é? Mas o atual contexto de pandemia vai alterar a forma como planeávamos e gozámos as férias. Com as restrições nas viagens internacionais, a diminuição do rendimento disponível de muitas famílias e o medo de se expor ao risco que implica neste momento viajar, o mais provável é que as férias dos portugueses tenham que ser passadas cá dentro como recomendava o célebre slogan do Turismo de Portugal muito anterior à pandemia ["vá para fora cá dentro"].
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Aplicação queimadas19.07.2020OuvirO uso das queimas e queimadas é um procedimento comum na agricultura e gestão florestal. Muitas vezes está prática origina incêndios com consequências para o ambiente, saúde e económa. Cerca de 98% das ocorrências em Portugal Continental têm causa humana.
Sabia que, desde 2018 é obrigatório pedir autorização para realizar queimas e queimadas? O pedido podia ser realizado na Câmara Municipal ou Junta de Freguesia, para facilitar este processo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) desenvolveu uma plataforma informática on-line e no telemóvel.