Incêndios – impato na qualidade do ar
Os impactos dos fogos de há umas semanas atrás ainda estão muito presentes na nossa memoria. Mas não só na memoria! Na nossa saúde os impactos podem ser de longo prazo!
A verdade é que os efeitos deste flagelo vão muito mais para além da destruição do habitat natural, da riqueza florestal, do ecossistema, da biodiversidade, da economia local, da destruição material...A degradação da qualidade do ar é apenas (!) um outro impacto dos fogos, com efeito imediato na nossa saúde, a curto e longo prazo!
E todos se lembram de como os dias estavam irrespiráveis. Os valores de matéria particulada em suspensão no ar medidos em Aveiro confirmaram este pesadelo. Nas primeiras horas da manhã do dia 17 de setembro registavam valores superiores a 1600 ug/m3, quando o valor limite diário (para a proteção da saúde humana) é de 50 ug/m3. E atenção, estes valores extraordinariamente elevados foram medidos a dezenas de km da ocorrência dos fogos!
Foram poucos os locais seguros onde se podia respirar ar não contaminado e as máscaras voltaram e bem! sobretudo para quem tenha sensibilidade e fragilidade respiratória, são locais interiores refrigerados com sistema de filtragem de ar (o vulgar ar condicionado a funcionar adequadamente).... Se teve complicações respiratórias, crises agudas de asma, renite ou inflamação do aparelho respiratório…tudo isso se deveu à reação do nosso organismo á presença dos poluentes atmosféricos que ultrapassaram em muito os valores limite para a proteção da saúde humana! Os bombeiros, para além do perigo de vida constante, têm ainda mais esta exposição ao fumo em concentrações extraordinariamente elevadas!
Alexandra Monteiro
Episódios
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Férias em tempos COVID (EU)26.07.2020OuvirO verão está aí e com ele as férias para muitos de nós, não é? Mas o atual contexto de pandemia vai alterar a forma como planeávamos e gozámos as férias. Com as restrições nas viagens internacionais, a diminuição do rendimento disponível de muitas famílias e o medo de se expor ao risco que implica neste momento viajar, o mais provável é que as férias dos portugueses tenham que ser passadas cá dentro como recomendava o célebre slogan do Turismo de Portugal muito anterior à pandemia ["vá para fora cá dentro"].
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Aplicação queimadas19.07.2020OuvirO uso das queimas e queimadas é um procedimento comum na agricultura e gestão florestal. Muitas vezes está prática origina incêndios com consequências para o ambiente, saúde e económa. Cerca de 98% das ocorrências em Portugal Continental têm causa humana.
Sabia que, desde 2018 é obrigatório pedir autorização para realizar queimas e queimadas? O pedido podia ser realizado na Câmara Municipal ou Junta de Freguesia, para facilitar este processo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) desenvolveu uma plataforma informática on-line e no telemóvel.
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20 coisas a mudar na nossa casa para ajudarmos o ambiente12.07.2020OuvirA verdade é que continuamos muito por casa, e assim o devemos fazer face ao atual contexto. Por isso trazemos-lhe 20 ideias/mudanças que podemos fazer na nossa vida, dentro de casa!
- usar guardanapos de pano
- fazer compostagem
- comprar a granel
- fazer uma pequena horta na varanda
- evitar deixar electrodomesticos em stand-by
- aproveitar o calor do forno
- reaproveitar a agua de aquecer o banho
- comprar roupa e mobília em 2ª mao
Quantas destas coisas já está a fazer?
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Resíduos em tempos de CoViD1905.07.2020OuvirVivemos tempos excecionais, em que a nossa luta por questões sanitárias sobrepõe-se a tantas outras prioridades. Por exemplo, passámos a usar frequentemente luvas e máscaras descartáveis, que são mais um resíduo, que antes não produzíamos, e que agora anda por aí. Não coloque esse material descartável no chão nem no ecoponto. No ecoponto coloque apenas (e sempre!) embalagens.
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A quarentena (não) ajudou as alterações climáticas?28.06.2020OuvirApesar do confinamento e da paragem causada pela pandemia, a crise climática não deve ser esquecida. Este ano está a caminho de se tornar o mais quente desde que há registos, segundo os dados registados.
A evolução das temperaturas deste ano está próxima da de 2016, um dos anos mais quentes da história.