Incêndios Florestais
Quem não se lembra do passado dia 6 de setembro que amanheceu sem conseguirmos ver o sol a nascer em Aveiro…tal era a quantidade de fumo dos incêndios.
Este cenário tornou o ar irrespirável, tomou conta das conversas, das fotos do facebook e das nossas preocupações. Preocupações legítimas para quem tem que o respirar. E mais ainda para quem tem maior sensibilidade respiratória.
Os dados medidos de partículas atmosféricas confirmaram o pior. Foram medidas concentrações horárias acima dos 1000 µg.m-3, sendo que o limite médio diário de proteção da saúde humana é 50 µg.m-3. Para além da matéria particulada em suspensão no ar, que sentimos mais diretamente, existem ainda concentrações elevadas de outros compostos, como o monóxido de carbono (CO), incolor e inodoro, geralmente em concentrações reduzidas no ar ambiente. Estas concentrações elevadas geram avisos imediatos pelas entidades responsáveis, neste caso a Agência Portuguesa do Ambiente, avisos esses que são dirigidos sobretudo aos grupos de risco, que incluem as crianças, os idosos e todas as pessoas com problemas respiratórios. Os avisos dizem para evitar esforços físicos ao ar livre, e para permanecer em casa com as janelas fechadas, utilizando de preferência sistemas apropriados de circulação/refrigeração do ar. Este último aspeto é particularmente importante no dia de hoje, já que os espaços interiores foram sendo contaminados pelo exterior. Mesmo com as janelas fechadas o ar das nossas casas e espaços confinados ficaram, também, irrespiráveis.
Nestes casos não basta estar dentro de um espaço interior para nos protegermos e sentirmos seguros. Para isso, o ideal será procurar espaços onde seja possível a circulação/refrigeração do ar, com sistemas de ar condicionado que possuam filtragem do ar. Aí sim, pode-se respirar (mais) fundo…Ficam os conselhos…esperando que estes não venham a ter que ser praticados tão cedo!!!
Este podcast tem áudios Registe-se para ouvir.
Episódios
-
Imagem
Impacto invisível: Incêndios e ecossistemas aquáticos14.09.2026OuvirOs incêndios florestais não destroem apenas árvores e paisagens. Depois do fogo, surge um impacto muitas vezes invisível: a degradação dos corpos de água.
-
Imagem
Gestão do solo e o clima: reduzir gases com efeito de estufa nas pastagens07.09.2026OuvirCoordenado por investigadores do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro, o projeto de investigação HABITAT estuda se a aplicação de biochar em solos de pastagens do Centro de Portugal pode reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e contribuir para o sequestro de carbono.
Mas afinal, o que é o biochar? É um material semelhante ao carvão, produzido a partir de resíduos orgânicos e utilizado para melhorar as propriedades do solo.
-
Imagem
Emissões de Amónia31.08.2026OuvirUm relatório europeu recente conclui que a maioria dos países da União Europeia está no bom caminho para cumprir as metas de redução das emissões de poluentes atmosféricos. A principal exceção continua a ser a amónia, associada sobretudo às atividades agrícolas e pecuárias, cujas emissões permanecem acima dos objetivos definidos em vários Estados-Membros, incluindo Portugal.
-
Imagem
Ondas de Calor24.08.2026OuvirOs verões parecem cada vez mais quentes. E não é apenas uma sensação. As ondas de calor estão a tornar-se mais frequentes, mais intensas e mais duradouras, também em Portugal.
-
Imagem
O Mar que nos alimenta, Cura e Garante o Futuro17.08.2026OuvirO oceano cobre 71% do planeta. Produz mais de metade do oxigénio que respiramos, regula o clima, alimenta milhares de milhões de pessoas e alberga a maior biodiversidade da Terra. Sem oceano saudável, não há planeta habitável - simples assim.
E mesmo sabendo isto, nunca o oceano foi tão pressionado. Poluição, sobre-exploração, aquecimento das águas, baleias e golfinhos a morrer: os sinais de alarme multiplicam-se. A urgência é real!