Incêndios Florestais
Quem não se lembra do passado dia 6 de setembro que amanheceu sem conseguirmos ver o sol a nascer em Aveiro…tal era a quantidade de fumo dos incêndios.
Este cenário tornou o ar irrespirável, tomou conta das conversas, das fotos do facebook e das nossas preocupações. Preocupações legítimas para quem tem que o respirar. E mais ainda para quem tem maior sensibilidade respiratória.
Os dados medidos de partículas atmosféricas confirmaram o pior. Foram medidas concentrações horárias acima dos 1000 µg.m-3, sendo que o limite médio diário de proteção da saúde humana é 50 µg.m-3. Para além da matéria particulada em suspensão no ar, que sentimos mais diretamente, existem ainda concentrações elevadas de outros compostos, como o monóxido de carbono (CO), incolor e inodoro, geralmente em concentrações reduzidas no ar ambiente. Estas concentrações elevadas geram avisos imediatos pelas entidades responsáveis, neste caso a Agência Portuguesa do Ambiente, avisos esses que são dirigidos sobretudo aos grupos de risco, que incluem as crianças, os idosos e todas as pessoas com problemas respiratórios. Os avisos dizem para evitar esforços físicos ao ar livre, e para permanecer em casa com as janelas fechadas, utilizando de preferência sistemas apropriados de circulação/refrigeração do ar. Este último aspeto é particularmente importante no dia de hoje, já que os espaços interiores foram sendo contaminados pelo exterior. Mesmo com as janelas fechadas o ar das nossas casas e espaços confinados ficaram, também, irrespiráveis.
Nestes casos não basta estar dentro de um espaço interior para nos protegermos e sentirmos seguros. Para isso, o ideal será procurar espaços onde seja possível a circulação/refrigeração do ar, com sistemas de ar condicionado que possuam filtragem do ar. Aí sim, pode-se respirar (mais) fundo…Ficam os conselhos…esperando que estes não venham a ter que ser praticados tão cedo!!!
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Episódios
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