Impacto invisível: Incêndios e ecossistemas aquáticos
Os incêndios florestais não destroem apenas árvores e paisagens. Depois do fogo, surge um impacto muitas vezes invisível: a degradação dos corpos de água.
Quando chove após um incêndio, as cinzas e o solo desagregado são arrastados para rios, ribeiras e albufeiras. Este material aumenta a turbidez da água, reduz a penetração da luz, compromete a fotossíntese das plantas aquáticas e desequilibra os ecossistemas. Além disso, transporta nutrientes em excesso, favorecendo a eutrofização, que reduz o oxigénio dissolvido na água e ameaça peixes e outros organismos aquáticos.
As cinzas podem ainda transportar substâncias tóxicas, degradando a qualidade da água e comprometendo a biodiversidade, bem como o abastecimento público e a atividade agrícola.
Os impactos dos incêndios prolongam-se muito para além das chamas, podendo persistir durante meses ou até anos, sobretudo em áreas onde o solo permanece mais vulnerável à erosão.
Recuperar a vegetação, proteger as margens das linhas de água e promover uma gestão sustentável do território são medidas essenciais para preservar os recursos hídricos, a biodiversidade e o nosso futuro.
Episódios
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Mar Portugues – Museu Maritimo Ilhavo06.11.2023OuvirNeste mês de novembro comemora-se o Dia Nacional do Mar, e a sua importância local e ambiental é tão grande, que esta rubrica e os minutos deste mês serão todos dedicados ao nosso “Mar”.
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Queixa no Tribunal Europeu30.10.2023OuvirSabia que seis jovens portugueses que estão a acusar 32 Estados de não fazerem o suficiente em matéria de acção climática? Em 2020, Sofia, Martim, André, Cláudia, Catarina e Mariana, na sequência dos incêndios de 2017, que provocaram a morte de mais de 100 pessoas, apresentaram, em 2020, no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos uma queixa contra Portugal e mais 32 países Europeus por estes não fazerem o suficiente para combaterem as alterações climáticas, pondo em causa os seus direitos humanos.
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Outras formas de luta pela ação climática23.10.2023OuvirO cenário pode ser deprimente. Mas a boa notícia é que ainda há muitas coisas que podemos fazer como indivíduos para mudar essa narrativa. Como indivíduos, devemos mudar o modo como consumimos e pressionar quem nos representa para conseguirmos rapidamente um mundo com baixo nível de carbono”. E como nunca é demais lembrar que há pequenas ações que podemos fazer todos os dias para ajudarmos na solução para a crise climática, aqui ficam elas:
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Projeto ALICE16.10.2023OuvirDado que o tema deste mês desta nossa rubrica é luta pela ação climática, teriamos que falar obrigatoriamente de Justiça Ambiental.
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Conhecimento pelo clima!09.10.2023OuvirNos últimos dias temos assistido a vários protestos por parte de ativistas preocupados com as alterações climáticas. A maior parte destas ações são levadas a cabo por grupos de jovens que vêem o seu futuro hipotecado, e têm como alvo órgãos governamentais ou empresas, quase sempre à frente de uma câmara de televisão. Estes protestos não deixam de demonstrar bem a importância da segurança ambiental, e sobretudo como a falta dela nos pode provocar ansiedade.