COP
Já ouviu falar da COP- Conference of Parties, certo? Este ano foi a 29ª destas conferencias onde o objetivo principal é a luta por acordos no combate às alterações climáticas.
Este ano, em Baku, no Azerbeijão, estão reunidos representantes de quase 200 países, a tentar alcançar um acordo sobre um valor de financiamento e sobre quem vai pagar a luta climática nos próximos anos. As decisões tomadas na COP têm que ser tomadas por consenso.
Mas o mais curioso é que esta conferencia e estas negociações, coincidem com um relatório científico sobre o ritmo de aquecimento do planeta.
O estudo do Global Carbon Project revela que as emissões mundiais de CO₂, geradas pela combustão de carvão, petróleo e gás, atingiram já um novo recorde. Mas não só, também este ano este ano já se bateu records da temperatura média (acima dos 1,5º definidos em Paris). Os cientistas que colaboraram com o estudo afirmam que para conter o aquecimento global a 1,5°C (na comparação com o final do século XIX), precisaríamos de fixar como objetivo atingir zero emissões líquidas de CO₂ até o final da década de 2030. Muito antes de 2050, o horizonte atualmente previsto por cerca de uma centena de países. Acresce a este outro alerta. "Nada indica ainda que o uso de combustíveis fósseis tenha atingido o seu máximo", apesar de o pico estar "frustrantemente próximo".
Num dos primeiros dias da conferencia ouvia-se, de um dos países “Que diabos estamos a fazer nesta Conferência, se nunca há vontade política para nos unirmos e passarmos das palavras à ação?”
Nós perguntamos o mesmo… Este seria o ano e esta COP uma oportunidade perfeita para isso!
Alexandra Monteiro
Episódios
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Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia marinha10.03.2025OuvirA Energia marinha inclui várias tecnologias, como energia das ondas, marés e correntes oceânicas. É uma área emergente com grande potencial, mas também desafios ambientais.
Impactos negativos:
Alteração de habitats marinhos: As infraestruturas, como turbinas submersas, podem perturbar habitats sensíveis e afetar a fauna marinha, incluindo mamíferos e peixes.
Ruído subaquático: O funcionamento das turbinas e a instalação das infraestruturas podem gerar ruído que interfere com a comunicação e a navegação de animais marinhos, como cetáceos.
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Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia biomassa03.03.2025OuvirA energia de biomassa converte materiais orgânicos (resíduos florestais, agrícolas ou industriais) em energia elétrica ou térmica. Tem muitos aspectos positivos, mas tal como todas as formas de energia usada, também conseguimos identificar impactos menos positivos.
Impactos negativos:
Emissões de poluentes atmosféricos: A queima de biomassa pode liberar dióxido de carbono, partículas e compostos tóxicos como óxidos de azoto e enxofre, embora em menor escala do que os combustíveis fósseis.
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Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia geotérmica24.02.2025OuvirA energia geotérmica aproveita o calor do interior da Terra para gerar eletricidade ou aquecer edifícios. É uma fonte constante e previsível, mas os seus impactos dependem do tipo de instalação. Este é uma forma de energia usada por exemplo, nos Açores.
Impactos negativos:
Contaminação de águas subterrâneas: A extração de fluidos geotérmicos pode liberar minerais e gases tóxicos, contaminando aquíferos.
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Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia eólica17.02.2025OuvirEsta semana vamos continuar a nossa análise sobre os impactos ambientais das grandes estruturas de produção de energias renováveis. Começamos pela energia fotovoltaica e hidroelétrica, falta ainda analisar as infraestruturas de produção de energia eólica, geotérmica, de biomassa e marinha. Hoje, falamos da energia eólica, que utiliza turbinas para converter a energia cinética do vento em eletricidade. É uma das fontes mais limpas de energia renovável, mas as suas infraestruturas apresentam impactos específicos.
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Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: barragens hidroelétricas10.02.2025OuvirA energia hidroelétrica é uma das formas mais antigas de energia sustentável. No entanto, grandes estruturas, como a Barragem das Três Gargantas, na China, a maior do mundo, têm um impacto ambiental e social profundo: