Cerca de meia centena de moradores da Vista Alegre e da Gafanha da Boavista voltaram a manifestar preocupação pelo futuro das travessias entre as margens do canal do Boco.
Reunidos em vigília, esta quarta, ao final da tarde, reclamaram mais informação para acabar com a incerteza em torno do futuro daquela travessia.
Alegam que o tema continua pouco claro e sem perspetivas de resolução.
A autarquia continua a defender que em processos que envolvem segurança não pode acelerar o que está sob o domínio da ciência antes de pensar na reabertura.
Ouvidos no encontro desta quarta-feira, os moradores repetem apelos à clareza no discurso e ação mais determinada por parte da autarquia. (com áudio)
Pouco dias depois da Câmara de Ílhavo ter reafirmado passos no processo de reabilitação da antiga ponte e de ter revelado encontro com figuras do exército para estudar a viabilidade de uma ponte militar temporária no local, os moradores dizem que a única certeza, hoje, é a falta de alternativas à travessia.
Admitem que a reabilitação nunca será uma solução de horizonte alargado e recordam os esforços do passado quando com menos meios os cidadãos conseguiam soluções para os problemas.
Admitem a reabilitação como iniciativa para preservar a memória histórica da velha ponte mas entendem que o futuro exige soluções mais robustas e duradouras.
Quanto aos custos de uma nova travessia ou quanto ao projeto, defendem que Ílhavo deve olhar para a ponte de Água Fria, existente mais a sul, na ligação a Vagos, para se inspirar e encontrar respostas sustentáveis. (com áudio)