Crise instalada nos Bombeiros de Sever do Vouga.
Um total de 62 bombeiros passaram à inatividade em rotura com a direção da Associação Humanitária.
Uma lista que inclui comandante e adjunto.
Carências materiais, falta de investimento em viaturas de socorro, más condições de conforto no quartel e interferências em questões operacionais estão na base das divergências.
A Lusa revela que o corpo de bombeiros ficou reduzido a 15 elementos, o que compromete a prestação de serviços de socorro.
O conflito tem meses mas a decisão de passar à inatividade foi tomada esta segunda-feira.
A direção já agradeceu o trabalho do comando e do corpo de bombeiros
“O empenho, a disponibilidade e o espírito de missão que sempre evidenciaram constituem um exemplo de profissionalismo e compromisso, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento, dignificação e prestígio do Corpo de Bombeiros”, refere nota publicada nas redes sociais.
A direção assegura que há capacidade de resposta e a autarquia tenta mediar um conflito sem fim à vista.
Corporações vizinhas são chamadas a dar apoio sempre que necessário.
A população reage com alarme social, recordando que Sever tem riscos elevados com incêndios no Verão, acidentes em vias como a A25 e riscos industriais e população dispersa por freguesias em que acessibilidade exige tempo, num apelo à intervenção de quem coloque ponto final neste braço de ferro.