O agrupamento de escolas da Gafanha da Nazaré confirma que a GNR desenvolveu, esta quinta-feira, uma rusga nas instalações da Escola Secundária.
Definiu a presença de militares e equipas cinotécnicas como “ação de sensibilização” no âmbito da “prevenção e segurança em meio escolar”.
Os alunos foram apanhados de surpresa pela presença de militares em vários espaços da escola, nomeadamente balneários e salas de aula.
Alguns jovens terão sido identificados.
O aparato da operação, pelos meios envolvidos, deixa claro que a Escola está atenta à envolvente.
A direção do agrupamento revela que esta iniciativa decorreu de forma “pacífica”, com as “diligências necessárias”, de acordo com a lei.
“Tratou-se de uma intervenção com carácter preventivo e dissuasor” em articulação dos órgãos de gestão com as forças de segurança, explicava uma nota interna da direção liderada por Fátima Magueta.
Sinal que a direção do agrupamento deixa tanto a nível interno como para a comunidade.
“Reforçar a segurança” e promover “ambiente tranquilo” foram as metas desta ação.
Este tipo de operação não é novo e as ações da GNR têm vindo a ocorrer de forma pontual em escolas do distrito de Aveiro.
Armas e estupefacientes surgem como alvo principal da GNR que procura dissuadir comportamento de risco em ambiente escolar, como forma de evitar atos de violência ou minimizar as consequências.
O projeto Escola Segura mantém os estabelecimentos sob vigilância e a partir desse retrato terá atuado de forma preventiva, deixando claro que o ambiente em torno da escola também merece atenção.
As conversas de hoje na cidade da Gafanha da Nazaré revelavam que o primeiro efeito prático dessa presença já se fez sentir, esta manhã, nas imediações da escola, uma vez que os movimentos habituais nas redondezas da escola deram lugar ao “silêncio” e à “ausência de movimentos suspeitos”.
Depois de operações da mesma tipologia em Oliveira de Azeméis e Castelo de Paiva, em Abril, a GNR promete manter-se atenta aos espaços escolares no distrito de Aveiro.