Paulo Moreira afirma-se alvo de acusações infundadas sobre a transferência das “palavras passe” do clube, alocadas a processos de licenciamento, junto da federação e candidaturas a fundos públicos, e sugere que as entidades financiadoras devem escrutinar a gestão dos últimos anos.
O antigo responsável pelos processos de certificação e membro dos órgãos sociais do clube da Gafanha da Encarnação lamenta ter o nome envolvido em polémica esclarecendo que, em Dezembro, já depois de se afastar da gestão, se prontificou para passar a pasta ao presidente do Conselho Fiscal, algo que só se viria a concretizar mais tarde.
Acusado de ter promovido a instabilidade diretiva e de ter ficado com a chave digital de alguns processos, o antigo dirigente responde que nada do que foi dito tem fundamento.
Entrevistado no programa “Segunda Parte”, esta segunda, na Terra Nova, explicou que tentou uma transição suave que demorou mais que o previsto mas sem que o clube possa alegar usurpação ou abuso (com áudio)
No rescaldo da recente Assembleia-Geral do clube, Paulo Moreira adianta que procurou alertar para os temas que considera prioritários.
Entende que num clube cujo orçamento subiu de 25 mil para 150 mil euros nos últimos anos e em que a execução de projetos financiados assume plano importante, é necessário escrutinar a gestão de forma rigorosa para evitar que a vida interna seja transformada em “novela mexicana” (com áudio)
Em defesa do legado que deixa no clube, Paulo Moreira afirma que o Nege atingiu patamares que são a melhor prova do trabalho desenvolvido.
Lembra que esta é uma das 8 únicas entidades com certificação quatro estrelas no futebol feminino, em Portugal, com crescimento exponencial, e que no papel de responsável pelo processo de certificação conseguiu indicadores de crescimento que não são compatíveis com gestão de quem quer acabar com o clube mas de quem trabalhou para o colocar num patamar superior.
O ex-dirigente responde às críticas do presidente, Carlos Amador, que acusou dirigentes demissionários de tentarem derrubar a direção.
Moreira diz não ter ambição de concorrer às eleições, não tem definido se irá voltar ao Nege no futuro próximo e nada adianta sobre o seu próximo desafio na área do desporto.
Deixa como interrogação, a execução de projetos financiados e que deveriam garantir melhoria das condições e que acabaram por não se cumprir na íntegra (com áudio)
Paulo Moreira cumpriu quatro anos no Vista Alegre e 7 no Nege e, agora, permanece com futuro indefinido.
Admite ter recebido convites para voltar ao ativo mas não esclarece se o regresso ao Nege estará no horizonte.
O clube da Gafanha da Encarnação irá a votos no final da época e conta com uma candidatura já assumida, liderada pelo ex-vice presidente, José Limas, um dos elementos demissionários, estando em aberto a recandidatura do atual presidente Carlos Amador.
O NEGE foi um dos clubes que recebeu recentemente placas de entidade formadora com 3 Estrelas no futebol masculino e 4 Estrelas no futebol feminino.
Cerimónia realizou-se no mês de Janeiro, em Oliveira do Bairro, na presença do presidente da Federação Portuguesa de Futebol.