CCDR Centro debate Património Cultural Imaterial na Região Centro.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), em parceria com o Património Cultural, I. P., promove, hoje e amanhã, a iniciativa Património Cultural Imaterial – Encontro na Região Centro, dedicada à reflexão, valorização e salvaguarda do património cultural imaterial da Região Centro.

O encontro contou, esta sexta-feira, com sessões técnicas.

Amanhã, dia 30 de maio, é aberto ao público, no Pavilhão Centro de Portugal, com uma mostra de tradições e saber-fazer.

“A Cultura tem que ser um fator positivo de desenvolvimento, um fator instrumental no desenvolvimento e na promoção turística de um território”, afirmou José Ribau Esteves, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, esta manhã, na sessão de abertura.

Recordando que a CCDR Centro recebeu a Cultura em 2024, estando atualmente numa fase de integração, José Ribau Esteves abriu a sessão com a certeza de que a “Cultura é o fator de diferenciação do território agregado a um povo”, garantindo que a CCDR Centro, “como estrutura desconcentrada da Administração do Estado com capacidade legal e política para implementar políticas transversais”, tem a obrigação de, juntamente com outras instituições, “gerir bem a honra cultural que foi deixada pelas gerações que nos antecederam e de dar o contributo de valorização para que as gerações vindouras possam receber esta herança fantástica”.

E enalteceu “todos os cidadãos que entendem disponibilizar uma parte da sua vida para serem agentes de preservação e promoção da cultura, com a responsabilidade única de serem herdeiros e gestores do bem cultural mais fantástico do planeta: a cultura portuguesa”.

Ana Catarina Sousa, Vice-Presidente do Património Imaterial, sublinhou a importância deste primeiro encontro regional na definição de caminhos de uma área cultural – património imaterial – “que ganhou importância nas políticas públicas e nas comunidades, pelo seu papel de coesão e identitário”, apontando o trabalho em rede como essencial para a preservação das boas práticas.

Também presente na sessão de abertura, Américo Rodrigues, Diretor-Geral da Direção-Geral das Artes, destacou o saber-fazer do artesão, afirmando que “a produção artesanal é vital para o presente e o futuro, explicando que os seus produtos são uma resposta sustentável aos desafios da época: economia global, crises climáticas e a própria sustentabilidade do planeta”.

O Encontro juntou, ao longo de todo o dia, na CCDR Centro, técnicos e agentes culturais, com sessões dedicadas a temas como os instrumentos de reconhecimento, inventariação e valorização do património cultural imaterial, o Programa Nacional Saber-Fazer, o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, o património cultural imaterial da Região Centro e a Tecelagem de Almalaguês, a Dieta Mediterrânica, a Transumância, a Arte da Carpintaria Naval — Barco Moliceiro e o Bordado de Castelo Branco, terminando com a intervenção sobre “Património Cultural Imaterial na região Centro: linhas de ação futura”, por Sofia Carreira, Vice-Presidente da CCDR Centro.

Amanhã, 30 de maio, o encontro prossegue no Pavilhão Centro de Portugal, com um programa aberto ao público, entre as 10h00 e as 12h30, dedicado à valorização dos saberes-fazer, tradições e práticas culturais da Região Centro.