Aveiro: Protesto pelo direito à habitação promove Assembleia Popular contra bastonadas.

O movimento pela habitação em Aveiro reage às cargas policiais do Porto e Lisboa com uma Assembleia Popular no próximo sábado na praça da República.

Mobiliza os cidadãos para que mantenham o protesto pelo direito à habitação.

Organização de Aveiro diz que a PSP ataca acampadas pela habitação em violação da Constituição e afirma que “o Governo não pode fingir que não viu”.

As imagens do fim de semana continuam a provocar reações.

“Tendas rasgadas, pessoas arrastadas pelo chão, detenções, dezenas de feridos. No Porto, um polícia à paisana empunhou uma pistola. Em Lisboa, é a terceira vez em menos de três semanas. Quem estava naquelas praças não partiu nada. Estava ali, à vista de todos e de forma pacífica, a dizer que há cada vez mais gente que não consegue pagar uma renda. Em Aveiro, conhecemos bem essa realidade: somos nós, os nossos amigos, os nossos filhos que não conseguem sair de casa dos pais. Por isso, sem rodeios: estamos com quem sofreu a violência desta madrugada”, afirma o movimento.

Luís Montenegro e Luís Neves estão debaixo de fogo e nem a autonomia da PSP convence os manifestantes.

“Por isso, apoiamos a participação criminal contra o ministro da Administração Interna e o diretor da PSP. Quem manda e quem executa tem de responder”.

Para a organização de Aveiro existe uma tentativa de substituir a discussão sobre habitação, salários e custo de vida por debate sobre tendas e manifestações.

“É mais fácil falar de ordem pública do que de rendas. Mas bater em quem protesta não baixa uma renda nem constrói uma única casa”.

Os coletivos de protesto exigem esclarecimento sobre o que aconteceu e consequências para quem ordenou e para quem executou e respostas do Governo sobre a crise da habitação.

A Assembleia do próximo dia 7 de Novembro em Aveiro, em frente aos Paços do Concelho, quer vincar a “solidariedade com as acampadas, e, acima de tudo, decidir como lutar e mostrar que a habitação é um direito, não um privilégio”.

Está agendada também uma manifestação nacional para dia 14 de Novembro.