A cidade de Anadia recebeu, durante três dias, o Encontro Nacional das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).
Iniciativa reuniu mais de 700 participantes, entre técnicos, dirigentes, especialistas e representantes institucionais ligados à promoção e proteção dos direitos das crianças e jovens.
A sessão de encerramento foi presidida pela Secretária de Estado da Ação Social e da inclusão que explicou reformas no setor.
Clara Marques Mendes aproveitou a ocasião para esclarecer os objetivos da nova lei que criou a Comissão Nacional para os Direitos das Crianças e Jovens, entidade que sucede à anterior Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, definindo uma nova estrutura, competências e modelo de funcionamento.
A governante sublinhou que esta alteração surge da necessidade de “reforçar e modernizar” o sistema de proteção, frisando que o objetivo “é sempre melhorar” e garantindo que as CPCJ “não estão sozinhas”.
“O Governo estará sempre disponível para ouvir as vossas inquietações e preocupações, para que possamos assegurar um sistema de proteção robusto, capaz de responder à crescente complexidade das situações”, afirmou.
Durante o Encontro foi apresentado o Relatório Anual de Avaliação das Atividades das 315 CPCJ, documento que traça o retrato nacional da intervenção desenvolvida em prol da proteção das crianças e jovens em Portugal.
A programação integrou diversos painéis temáticos, com a participação de especialistas de referência nacional, abordando temas centrais como a prevenção do risco, a saúde mental, os direitos das crianças, a intervenção comunitária e os desafios emergentes na proteção infantojuvenil.
Na sessão de encerramento, o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, destacou a importância da realização deste tipo de encontros.
“Foram três dias de debate, reflexão e aprendizagem centrados na defesa das nossas crianças. É fundamental promover o trabalho em rede e reforçar o diálogo entre as CPCJ que atuam diariamente no terreno”, afirmou.
O autarca sublinhou ainda que o trabalho desenvolvido pelas CPCJ na defesa das crianças e jovens “é de enorme relevância”, defendendo a realização destes encontros como forma de reforçar a capacidade de resposta e de sensibilização perante situações de risco. “Todos devemos estar cada vez mais atentos e preparados para agir”, acrescentou.
“Foi uma honra para Anadia acolher este Encontro Nacional, bem como corresponder à confiança depositada na nossa capacidade organizativa”, referiu ainda, deixando uma palavra de agradecimento a todos os participantes e entidades envolvidas.