O Núcleo Regional de Aveiro da Quercus fala em “crime ambiental grave” no Rio Marnel (Águeda) e acusa entidades fiscalizadoras de “inércia”.
A Associação Nacional de Conservação da Natureza aponta o dedo à destruição do ecossistema ripícola, numa extensão considerável das margens no Rio Marnel, em Valongo do Vouga, concelho de Águeda.
Revela que uma empresa, cuja identidade ainda está por apurar, procedeu ao corte raso e à destruição total da vegetação e de árvores nativas protegidas (como carvalhos, salgueiros, amieiros e freixos) com recurso a maquinaria pesada.
Admite “erosão severa” com as próximas chuvas e a degradação da qualidade da água.
Ação terá sido executada em terrenos privados e, segundo a Quercus, “sem autorização nem licenciamento”.
“Lamentamos e expomos publicamente, nesta nota de imprensa, a demora e a inércia das autoridades locais de fiscalização (SEPNA), que permitiram que os infratores consumassem o atentado ambiental e abandonassem o local sem serem identificados, apesar dos alertas e insistências atempadas por parte dos denunciantes”.
A Quercus fala em violação grave da Lei da Água e do regime jurídico da REN.
Agora pede a identificação dos transgressores e do proprietário que adjudicou o serviço; levantamento do respetivo auto de notícia e aplicação de sanções previstas na lei e a determinação do embargo da destruição e a obrigatoriedade de recuperação ambiental das margens destruídas assim como a devolução da madeira.