Os partidos da oposição notam poucas diferenças na governação do Município de Aveiro ao fim de 12 meses da data de eleição e salientam que continua a ser difícil perceber o rumo da autarquia, sobretudo no que toca aos dossiês mais complexos e polémicos.
IL e PS afirmam que a agitação verificada há cerca de um ano desapareceu da cena mediática porque o Chega passou a ter assento no executivo Municipal.
Cláudia Rocha, deputada municipal da IL, admite que no processo do Cais do Paraíso, a intervenção do Ministério Público veio colocar reserva sobre o tema.
Processo que ainda não conheceu desfecho mas que serviu, segundo a IL, para dar tranquilidade a Luís Souto.
O Chega não esconde que o foco na Governação passou a exigir atenção em questões como a proteção civil, pasta tutelada pelo vereador eleito pelo Chega.
Carlos Balseiro aponta, no entanto, para outro processo que distingue como o mais prioritário.
Afirma que a ampliação do Hospital é, ao fim de um ano, o centro das atenções.
Para o Chega esse deve ser o foco sem perder de vista a ambição por um novo hospital central.
O Partido Socialista concorda que o Chega representou a grande mudança no trajeto do primeiro ano de governação.
De partido de contestação, a membro executivo com funções atribuídas, passou, segundo Fernando Nogueira de um pugilista para luvas de pano.
Quanto à maioria diz que pouco adiantou nos dossiês mais quentes e mais fraturantes como Cais do Paraíso, lota e avenida.
Gustavo Alves, do PSD, admite um processo gradual de aprendizagem conferindo maior estabilidade ao fim de um ano de governação.
Concorda que as mudanças na configuração da oposição representam momento marcante no trajeto do primeiro ano.
Ainda assim, com estilo diferente, admite que o executivo não tem margem para relaxar (com áudio)
O debate no programa Canal Central sobre o primeiro ano de governação.