Águeda: PCP pede mais ação ao Estado no combate aos incêndios.

O PCP expressa solidariedade com as populações e todos os envolvidos no combate aos incêndios na região.

A Direção da Organização Regional de Aveiro do PCP expressa “a sua maior solidariedade” às populações afetadas pelos incêndios da passada semana, tal como para com todas as forças envolvidas no combate ao fogo, começando pelo “trabalho incansável” das corporações de bombeiros.

“Esta tragédia crónica que assola praticamente todo o concelho põe em evidência a necessidade do aumento de meios de combate aos incêndios, bem como problemas há muito identificados no que concerne à prevenção e ao ordenamento do território, à valorização da actividade florestal e silvícola, à fixação das populações ao incentivo à pequena produção agropecuária, não esquecendo a defesa e valorização dos baldios e respetivas associações”.

O PCP tem vindo a defender a revisão dos principais instrumentos de gestão do território no concelho de Águeda referindo-se o Plano Diretor Municipal, já que também este se revela um instrumento fundamental para a mitigação do risco de cheias, que de forma recorrente também assolam Águeda.

“A revisão do Regimento Jurídico dos Instrumentos de Gestão do Território, feita no final de 2024, trouxe mais problemas ainda, dada a possibilidade de reclassificação de solos rústicos para urbanizáveis, algo danoso para muitos contextos rurais acrescendo ainda, a ausência de uma aferição rigorosa do impacto ambiental”, refere o PCP.

O PCP nota ainda “fraca resposta” do governo às intempéries do inicio do ano com matas por limpar e apoios por concretizar e incapacidade de resposta das autarquias face à externalização de serviços.

Sinaliza, ainda, o que diz ser a falta de acompanhamento dos projetos Aldeia Segura.

Em nota da direção regional do PCP, o Partido Comunista pede mobilização de meios, apoio ao desenvolvimento da pequena e média agricultura e da agricultura familiar, concretização da Lei de Bases da Floresta e dos Planos Regionais de Ordenamento da Floresta, aposta em espécies autóctones, apoio ao Associativismo Florestal e reforço de serviços do Estado.